Faz alguns dias que ando com essa coisa do amor e do real na cabeça. São duas palavras que ilustram bem o que eu sinto em relação ao nosso projeto. Fiquei pensando numa forma de explicar como isso funciona pra mim. Então lembrei da foto de capa do blog e lembrei de como as coisas foram indo e como chegamos até aqui.
Já contei a nossa história com a Laringomalácia. Já contei da emoção de fazer a primeira abelhinha e mostrei fotos da produção das cartinhas que enviamos. Já falei muito sobre todo amor que envolve nossa causa. Sim, levamos muito (muito) a sério a questão da Laringomalácia. Nossa proposta é trazer informações, orientação e apoio as famílias. Mas o amor é o que move esse projeto. Porque o amor é a base de tudo - é o real sentido da vida!!!
Em algum momento no ano passado, achei que era hora de tirar a laringe da capa do Facebook e achar algo com mais significado. Então surgiu a abelhinha. No início desse ano, senti a necessidade de modificar as capas do blog e da página. Eu queria que elas realmente mostrassem esse conceito de realidade, mostrassem que existe algo concreto sim por trás de cada palavra.
Então busquei algumas imagens que pudessem contar um pouco da nossa trajetória até aqui: descoberta por descoberta, post por post, imagem por imagem, família por família, conversa por conversa. E o resultado foi esse:
Ok, ok. Não é a imagem mais bem montada da internet: mas eu fiquei orgulhosa do resultado. Não da imagem em si (claro, hehehe). Fiquei orgulhosa de tudo que estamos conseguindo fazer desde a primeira publicação até aqui.
Estamos fazendo muitos amigos, estamos tornando o dia a dia de outras pessoas um pouco melhor, tornando a nossa vida cheia de significado: tornando nosso mundo um lugar mais bacana.
É uma pequena parte. Sim, é só uma pequena parte. Mas depois que a roda do bem começa a girar é só dar mais um empurrão e ela chega cada vez mais longe! Obrigada a todos vocês que de alguma maneira empurram essa roda comigo 😊😊
Significado de REAL (Dicionário Michaelis):
- Que não é imaginário; que tem existência no mundo dos sentidos; concreto, objetivo.
- Que não é falso ou imitativo; autêntico, genuíno.
- Que não é apenas aparente; verdadeiro. ...
- Que existe ou ocorre de fato.
- O que existe de fato; realidade.
Se você sente, se você toca, se muda a sua vida... é real ❤
E não esqueça que a sua situação atual não é seu destino final. Você tem uma vida toda pela frente. Independente do que for necessário para o tratamento do seu bebê, tudo ficará bem! Não tem problema ficar triste, sentir medo, desanimar. Pra isso estamos aqui: para comemorar todas as conquistas e para segurar a sua mão quando você não estiver legal. Conte com a gente! O médico cuida da laringomalácia. Nós cuidamos de você.
A vida é muito preciosa! Faça o bem, se importe, seja gentil: afinal só o amor nos completa. Só o amor é real!
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
Quando surge a necessidade de algum exame para o bebê é bem legal saber um pouco mais sobre eles. Isso ajuda a controlar a ansiedade e também fará com que você entenda melhor o que ele poderá fazer por vocês.
Nesse post vamos falar um pouco sobre alguns exames que podem ser solicitados para investigar algumas questões que podem estar relacionadas com a laringomalácia, como refluxo, engasgos, apneia, etc.
AVISO IMPORTANTE: exames e testes complementares são solicitados sempre a critério médico. Mesmo que você veja alguém comentando que o filho fez um exame "x" e quer saber porque o seu bebê não teve a mesma recomendação, converse com o seu médico. Os exames ajudam muito mas tenha em mente que a maioria tem indicações bem especificas e podem não ser necessários em todos casos. Mesmo exames que não são invasivos podem estressar o bebê. Antes de iniciar uma "cruzada" atrás de requisições e exames, converse sobre isso com o seu médico assistente. Ele vai orientar e auxiliar você na questão de avaliar o que é recomendado para o seu filho (de acordo com o caso dele).
Sobre a escolha do local onde será feito o exame: como recomendação geral sugiro fortemente que você, quando possível, procure conhecer pessoalmente o local/clínica/laboratório. Tente sempre optar por lugares com alguma referência: pergunte para as pessoas que você conhece. Eu busco sempre indicação dos meus médicos e de amigos que conhecem o serviço. E pesquise sobre a empresa na internet: opiniões, fotos, história.
Não se sinta mal de ligar, escrever e questionar tudo. Ruim mesmo será levar o seu bebê para realizar um exame e ser surpreendida com algum detalhe que você nem imaginava. Sempre pode acontecer, ok. Mas a chance é muito menor quando você está preparada e consciente do que será feito e como será feito.
Tudo que envolve bebês já é delicado por natureza e alguns exames (como a polissonografia, por exemplo) demandam que você passe muitas horas na clínica então faz TODA diferença alinhar como as coisas são feitas e onde vocês ficarão durante todo o processo.
Junto com alguns dos exames, estão links para as listas de sugestões de perguntas que você pode fazer no agendamento do exame e/ou para o seu médico.
São listas inspiradas e adaptadas da CopingwithLMe que ajudam (muito) a esclarecer dúvidas e evitar mais preocupações. E isso é tudo que você não precisa agora: preocupações extras.
👉 Exames & cia
A nasofibrolaringoscopia é um exame feito pelo médico otorrinolaringologista com um aparelho que é passado através do nariz, com uma fibra óptica flexível na ponta. Através dele, é feita a avaliação da cavidade nasal até a laringe. O exame geralmente é realizado em consultório, com anestésico local passado no próprio aparelho. É feito com o bebê acordado esem necessidade de jejum. Esse exame dura poucos minutos, é indolor e muito importante para confirmar o diagnóstico e avaliar se existem outras alterações.
http://kidshealth.org/
A broncoscopia é um exame feito para inspecionar toda a via aérea. Geralmente, também é feito com equipamento de fibra flexível. Durante o procedimento, o bebê estará dormindo, sob anestesia geral. Esse exame é realizado no centro cirúrgico e pode ser solicitado quando o médico suspeitar outras alterações na via aérea. Também pode ter indicação quando a criança apresenta sinais de gravidade, para avaliar a respiração durante o sono e nos casos de indicação cirúrgica (antes da cirurgia). A critério médico, esse exame também é solicitado quando existe alguma contra indicação para a realização da nasofibrolaringoscopia fora do ambiente hospitalar.
Polissonografia: é um exame que pode avaliar várias funções do corpo durante o sono como: a atividade do cérebro, o movimento dos olhos, atividade muscular, freqüência cardíaca, esforço respiratório, fluxo de ar e níveis de oxigênio no sangue. Esses testes são usados para diagnosticar apnéia do sono e determinar sua gravidade. O exame geralmente é feito durante a noite (durante toda a noite).
Teste de deglutição ou videodeglutograma: é um raio-x dinâmico feito com a criança ingerindo líquido/alimento com contraste (bário) para determinar, através das imagens, como está a deglutição e se ela está aspirando alguma parte do que está ingerindo para os pulmões. Geralmente é solicitado caso o bebê que apresente engasgos importantes e/ou dificuldades para engolir.
PHmetria: é um exame feito através de uma sonda fina colocada geralmente pelo nariz até o esôfago para medir o PH da região e auxiliar no diagnóstico e tratamento do refluxo. A colocação da sonda é rápida e as leituras são feitas ao longo de 24h (que é a duração do exame).
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
Junto com um bebê nasce uma mamãe, nasce um pai... Nasce uma família!
No início a gente fica muito perdido. São muitas ❔❔❔ e um novo ser humano está aqui: completamente dependente da gente. É normal que a chegada de um bebê por si só deixe a gente cheia de dúvidas e preocupações em conseguir dar conta de tudo. Então aí está você, tentando se adaptar a tantas novidades e eis que surge o diagnóstico da laringomalácia 😱🙆 E agora?!
Bom, agora você terá mais algumas questões para lidar. Mas prometo que você dará conta!! Você conhecerá mais alguns médicos e procedimentos, vai ler e ouvir muitos nomes novos (alguns meio feios inclusive). Você vai começar a pensar sobre coisas que nunca ouviu falar e que farão parte da sua vida nos próximos meses. Entender melhor tudo isso vai ajudar muito nesse processo.
No final do ano passado, após uma experiência bem decepcionante com um exame, achei que poderia ser bacana criar um post (que viraram dois na verdade) para tentar explicar um pouco sobre as coisas que você precisa saber e reunir informações que ajudem a passar por tudo isso da forma mais tranquila possível.
Fiz um pequeno resumo sobre o que tratam algumas das especialidades que você pode precisar ao longo dessa jornada e busquei informações sobre alguns exames e procedimentos que podem ser solicitados também. Além disso, vou colocar os link de uma lista com sugestões de perguntas para você fazer na sua primeira consulta e/ou quando for agendar exames específicos. Essas listas são baseadas nas listas que existem no site da CopingwithLM com alguns toques pessoais - experiências minhas e relatos do pessoal dos grupos. Sinta-se livre (e convidadíssimo) a mandar as suas dicas pra gente também.
Otorrinolaringologia (ORL): é uma especialidade médica com características clínicas e cirúrgicas. Estuda e trata as doenças da orelha, nariz, seios paranasais, faringe e laringe. Veja também:o que perguntar para seu otorrino
Gastroenterologia ou Gastrenterologia: é a especialidade médica que se ocupa do estudo, diagnóstico e tratamento das doenças do aparelho digestivo.
Neurologia é a parte da medicina que estuda e trata todas as doenças que envolvem o sistemas nervoso (incluindo os vasos sanguíneos e músculos).
Genética médica é a área responsável pelo estudo das doenças genéticas e pelo aconselhamento genético. Compreende diferentes áreas incluindo: o atendimento clínico, a realização de exames de diagnóstico laboratorial e a pesquisa de causas e padrões de herança das doenças genéticas.
Procedimentos
- Supraglotoplastia:é uma técnica cirúrgica na qual as estruturas da laringe são alteradas para melhorar a respiração. É uma intervenção feita na via aérea (de acordo com cada caso) e que tem por objetivo diminuir a obstrução causada pela laringomalácia.
- Traqueostomia: a traqueo é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura através do pescoço na traqueia. Um tubo é colocado através desta abertura para fornecer ar aos pulmões. A traqueostomia é necessária se seu bebê tiver sintomas graves de laringomalácia e a supraglotoplastia não puder resolvê-los.
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
A vida é muito melhor ao lado de cada um de vocês! Obrigada pelo ano incrível!!! Que 2018 traga muitas felicidades, muito amor e a certeza de que você não está sozinho! É tudo muito real: juntos somos mais fortes ♡
Viva cada segundo da sua vida com plenitude e saiba que, mesmo que a caminhada fique complicada, nós estaremos aqui para cada um de vocês!
Um beijo grande e um maravilhoso ano novo! Tenham certeza que vem muito mais por aí 😉😏
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
Olá pessoas!!! Tenho uma filha chamada Byanca que hoje está com 02 anos e 02 meses.
Nossa batalha com a Laringomalácia começou desde cedo. Primeiro ela se afogava o tempo todo quando mamava. Eu dava graças a Deus quando ela dormia bastante e não recebia visitas. Eu implorava para que não acordassem ela: pra mim era desesperador vê-la mamar (já que ela se afogava muito). Ela roncava o tempo todo e dormia com o pescoço estendido (o que achamos que era só por mania).
Aos 04 meses ela foi diagnosticada com atrofia cerebral frontal, atrofia de córneas, hipotonia, retardado no desenvolvimento neuropsicomotor, nistagmo, epilepsia, hipotrofia, corpo caloso e a tal da Laringomalácia. Ai meu Deus!! Entramos em pânico!!! E, além de tudo isso (e por conta de tudo isso), ela fazia microaspiração.
Tivemos indicação de fazer uma gastrostomia mas, com muita persistência (e insistência com os médicos) nunca fizemos. Quero deixar claro que optamos por não fazer esse procedimento sabendo (e assumindo) os riscos que existiam por conta disso. Pedimos a chance de fazer adaptações (dois meses antes da gastro). Então mudamos a mamadeira, mudamos a forma de posicionamento para oferecer os alimentos, mudamos os alimentos. Mudamos várias coisas! Além de realizar o acompanhamento com a fono (que foi fundamental).
Sempre ouvi dizer que na maioria dos casos a Laringomalácia some ou estabiliza até o segundo ano de vida, conforme o desenvolvimento da criança. Aqui (com 02 anos e 02 meses) vejo muitas melhoras. Mas ainda notamos a presença da Laringomalácia. O estridor agora só notamos quando ela chora, está gripada ou numa posição desconfortável (que dificulte a respiração).
Com o tempo a gente aprende aprende a conviver com a Laringomalácia. Mas muitas vezes ainda sofre sabendo que ela está ali. Nossa filha ficou dos 09 meses até 02 anos e 01 mês pesando 9.700. As médicas atribuem isso a questão da microaspiração e também a Laringomalácia. São duas situações que não contribuem para que a criança ganhe peso.
Então, mais uma vez, ouvimos falar da tal gastrostomia, fazer com que ela se alimente por sonda e possa ganhar peso. Mas graças a Deus este mês ela engordou! Agora está com 10.240kg. E novamente afastamos mais uma vez essa hipótese.
Ela ainda não anda, não fala e ainda não sabemos qual a situação da visão... Mas estamos na luta para que ela melhore cada vez mais.
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
Já dizia Albert Einstein: "Há duas formas para viver a sua vida. Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre". Foi a frase que veio a minha cabeça quando comecei a pensar na nossa história, de como vivemos com a Laringomalácia, criamos a página e chegamos até aqui.
Depois de passar por perdas importantes em 2015 e lidar com a Laringomalácia do Dudu em 2016, eu comecei a sentir a necessidade de praticar o que eu acredito: o bem. Chega um momento na vida que, justamente por viver algumas situações extremas, você se vê obrigado a rever seus conceitos e prioridades. Uma enorme luz se acende na sua cabeça: e você muda. De repente você começa a perceber o que realmente importa. Percebe que é possível fazer muito mais do que simplesmente existir. E então começa a sentir necessidade de contribuir (de verdade) com o mundo.
Escolhi levar muito a sério essa a questão de "ser a mudança que eu quero ver" e é justamente por isso você está acessando essa página e lendo esse post hoje. A alguns meses, eu resolvi dar propósito a todos aqueles momentos de dor, medo e solidão. Pensei que talvez eles pudessem inspirar uma coisa realmente boa e que ajudar outras famílias. E assim foi!
A Laringomalácia se tornou a maneira que eu encontrei de fazer a diferença e estar ali para ajudar as pessoas. Você não acredita na força que um relato pode ter até ver isso com seus próprios olhos e/ou ser a pessoa que precisa dele! A Laringomalácia é um tema difícil de se achar coisas (úteis) sobre. Lembro de quantas e quantas vezes procurei (e não achei) um blog, um post, um relato no fórum que tivesse continuidade. Eu só queria ver alguém que tivesse passado por isso.
A gente tem muita dificuldade em encontrar outras pessoas, em encontrar profissionais familiarizados com a Laringomalácia, em encontrar um norte! Você fica aflito sem saber o que pode/vai acontecer. E, mesmo num mundo onde você está a um clique de praticamente qualquer coisa, você se sente terrivelmente sozinho e você tem medo. Muito medo!
Eu não lembro perfeitamente de todos os detalhes. Acho que vamos apagando algumas coisas para nossa própria sanidade. Também a questão das noites serem (até hoje) um pouco mal dormidas porque o Dudu ainda acorda muitas vezes. Então a minha memória (que nunca não foi maravilhosa) foi ficando péssima. Hoje aceito isso e me tornei a pessoa das listas e agendas. Mas, mesmo assim, as vezes me perco em algo. Então me perdoem se eu pecar nos detalhes - estou tentando focar no principal.
O Dudu foi diagnosticado com laringomalácia por volta dos dois meses. Como na maioria dos casos, foi um pouco difícil chegar lá pois sabíamos que "algo errado não estava certo" mas não sabíamos exatamente o que. Ele dormia sempre a caminho da pediatra por isso chegava lá calminho, calminho e sem fazer um ruido sequer.
Quando o Dudu nasceu, não vi nada muito diferente. Só recordo que, na maternidade, percebi uma coisa que tem se mostrado muito comum nos relatos das meninas aqui nos grupos: a sensação de que ele estava com o nariz entupido (e que é atribuída ao líquido amniótico). Mas, como me explicaram que era normal, segui em frente.
Foram diversas consultas com a nossa pediatra porque algo não estava bem. Dudu estava incomodado. Mas, como comentei, ele sempre chegava na consulta sem estridor.
Eu, sinceramente, não lembro se eu dava tanta bola pro barulho propriamente dito. Acho que me preocupava mais o fato de achar que ele respirava mal, de ver seu pescoço afundando, de ter a impressão que ele parava de respirar as vezes quando estava dormindo (apnéia).
Outra coisa que eu fiz muito e é básico na vida pra quem vive com a LM: filmes!! Eu gravava muito ele. Notava que ele tinha muito desconforto e eu acredito que algumas vezes sentia dor (provavelmente pela questão do refluxo).
OBS: Quero deixar registrado que, além da Laringomalácia, Dudu foi diagnosticado com uma leve Glossoptose (grosseiramente falando, a língua dele tinha pouco espaço na boca). Então nem sempre todas as preocupações giraram apenas em torno da LM/refluxo aqui. Inclusive aproveito para lembrar que, apesar de muitos pontos em comum, na LM cada caso é um caso e tem suas particularidades que não serão iguais em todos os bebês. Então aprecie os depoimentos com moderação ^^
Cheguei a achar (obrigada, Google!) que o Dudu tinha convulsões. É impressionante o quanto a gente "viaja" procurando respostas pras coisas. Aprendi uma lição importante quanto a internet e a informação: elas devem ser aliadas. Se está perturbando e assustando você, não leia! A Laringomalácia por envolver uma questão muito delicada (respiração), independente da gravidade, já assusta por conta própria e não precisa de mais nenhum incentivo. Informação sem conhecimento para interpretá-la não agrega nada.
Não mergulhe de cabeça em artigos médicos porque, mesmo que você tenha algum conhecimento na área, eles são feitos para públicos bem específicos e podem acabar fazendo o efeito contrário. E uma coisa que deveria ajudar você se torna um "trampolim" fazendo seu emocional dar um salto direto para o fundo do poço. Na dúvida, o carro chefe SEMPRE deve ser o seu médico assistente. Ele é a pessoa que vai cuidar, tratar e resolver o problema do seu filho. Ele é a pessoa mais indicada a dar detalhes e informações sobre o seu caso.
Após o estridor finalmente resolver comparecer a consulta, fomos orientados a procurar um Otorrino (especialista na questão da Laringomalácia) e um Gastropediatra. Percebi que é nesse momento que a gente recebe muita informação em muito pouco tempo. Talvez por esse motivo acabou passando batido pra mim a questão do refluxo e da LM serem amigos próximos. Eu não entendi porque eu deveria tratar o refluxo no Eduardo para que ele melhorasse da Laringomalácia.
Pareço uma pessoa legal mas já fiz muita cara de "Barbie na caixa" (conhecido também como "sorria e acene") em consultas porque a ansiedade ia de 0 a 100 em segundos e, muitas vezes, eu não conseguia absorver tudo que era dito. Geralmente eu saia com o triplo de dúvidas do que entrava na consulta e mais "uns par" de nomes estranhos pra olhar no Google.
DICA IMPORTANTE: a consulta é justamente o lugar pra você tirar suas dúvidas. Não tenha medo de parecer bobo. O médico não vai achar você bobo. Também não é feio ter uma lista, anotar, perguntar de novo. Feio é ficar em casa sofrendo, pesquisando no Google (fail!) ao invés de estar curtindo seu bebê porque teve vergonha e/ou esqueceu de perguntar porque não se organizou. Tenha em mente que ter um bebê pequeno (por si só) já é desafiador e que tendo o plus da LM você terá um pouco mais de desafios pra encarar. Então aprenda o máximo de coisas sobre a condição do seu filho. Seu médico é cara que pode te ajudar a entender bem o caso dele.
Foi receitado para o Dudu um tratamento para refluxo. Tratamento esse que eu não segui a risca porque, como mencionei, não tinha entendido a relação do refluxo com a LM e também tinha medo de medicá-lo e fazer mal (sou culpada seu guarda! Pode me prender).
Resultado: ele piorou em todos os quesitos: estridor, respiração, apneia. Tudo isso culminou numa internação após um episódio dessas apneias na qual me pareceu que o Dudu ficou muito tempo sem respirar e eu não conseguia acordá-lo. Foi muito assustador pra gente (essa sensação acho que eu nunca vou esquecer).
No fim, chegamos a conclusão que houveram outros fatores que contribuíram para esse susto: o tratamento mal administrado, ele estava se resfriando, provavelmente estava na fase mais profunda do sono naquele exato momento.
Foram três dias de observação e, com a conclusão acima, com orientações e com o acompanhamento dos nossos médicos, voltamos pra casa. Eu estava mais aflita e com mais uns nomes novos pra coleção. No hospital, começaram o tratamento (de verdade) com a medicação para o refluxo. E que foi mantido (dessa vez) por mim.
O Dudu começou a melhorar. Após mais um ajuste feito pelo nosso gastro, a melhora foi absurda. Menos de um mês depois, os fantasmas da broncoscopia/necessidade de intervenção cirúrgica/algum outro problema associado foram embora da nossa vida.
Chegando nesse ponto, quero fazer duas observações:
1 - A cirurgia é o tratamento de escolha para casos graves de Laringomalácia. A supraglotoplastia é um procedimento considerado seguro quando feito por profissionais especialistas. Se o seu bebê tiver uma possível indicação cirúrgica, não fique em pânico. Pense que assustador é ficar assistindo seu bebê engasgando, e/ou não se desenvolvendo e/ou respirando mal. Realmente são poucos os casos que a intervenção realmente é necessária. Mas tenha em mente que, para situações em que for indicada, a cirurgia melhora a qualidade de vida do bebê e da sua família - além de evitar que seu filho corra riscos.
2 - Tratamento pro refluxo: essa semana bombou na internet o caso dos "perigos" do omeprazol. Eu não sou a favor de falar em medicações aqui na página. Mas dada essa situação, vou abrir uma exceção. Vocês não tem ideia de em quantas "notícias" sobre isso me marcaram. Fico triste de ver pessoas que tenham um coração tão pequeno e uma mente tão fraca a ponto de opinarem sobre um assunto tão delicado sem terem expertise para isso. Se o Omeprazol (ou seus primos) forem orientados PELO MÉDICO do seu bebê, garanto pra você que ele não está fazendo isso de forma aleatória, só porque é "bacana" ou porque ele tá afim de prescrever uma medicação. Existe um motivo: crianças com Laringomalácia podem se beneficiar do tratamento para refluxo sim! Então, ignore a internet e siga a recomendação médica. Tá em dúvidas sobre os efeitos do Omeprazol? Pergunte para o seu médico. Ele vai te explicar e tirar todas as suas dúvidas. Não tratar seu filho sim é que pode colocá-lo em perigo.
Eu tive muita sorte por morar numa cidade onde existem profissionais muito competentes e de ter uma pediatra maravilhosa pra conduzir tudo isso. Aqui temos otorrinos especialistas em Laringomalácia. Também tenho um gastro que foi decisivo na nossa jornada.
Dudu teve alta de seus otorrinos antes do primeiro ano. Ele ainda é acompanhado pelo gastro e ainda faz uso de medicação. O estridor diminuiu drasticamente desde que o tratamento fez efeito (por volta dos cinco/seis meses de idade) desaparecendo gradativamente e sumindo no mês passado.
Eu já nem notava mais barulho (acostuma né?) e na nossa última consulta, nossa pediatra chamou minha atenção para o fato de que não se ouvia mais nada na ausculta. Então acho que podemos dizer que o Eduardo, hoje com um ano e cinco meses, está a um mês oficialmente sem estridor.
Ainda temos nossa batalha com os sintomas do refluxo (que ainda está presente) mas estamos confiantes e recebendo muito carinho dos nossos amigos por aqui.
Durante todo esse tempo de blog, pensei em fazer um relato mais "a Laringomalácia e eu". Falhei! Depois de cinco meses de "Vivendo com Laringomalácia" não tenho mais como separar as coisas porque hoje esse projeto é a minha vida e minha vida é esse projeto. Além de cada pessoa que foi tocando nossa nossa alma durante todo esse tempo e que hoje é parte fundamental das nossas vidas. Quem me conhece sabe que coloco 100% de mim em palavra, cada áudio, cada ligação, cada e-mail, cada texto. "Você não está sozinho" não é apenas uma frase bonita: é no que eu realmente acredito. A minha felicidade depende de cada pequeno e de cada família que faz parte de tudo por aqui. Nossas histórias hoje se misturam. Vocês podem ter certeza que ainda sonho mais, farei mais e serei mais pra cada pessoa que vive com LM. Sempre com muito amor e carinho: mas também sempre com muita seriedade. Contem comigo! Sempre! Eu estarei lá pra cada um de vocês <3
Esse vídeo é do Dudu essa semana (novembro de 2017). Ele é o amor da nossa família! O cara que me ensinou que amar e cuidar das pessoas é o que realmente importa. E a todos que nos acompanham quero agradecer (de coração) por fazerem parte da nossa história 💗
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.