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Mostrando postagens com marcador Vivendo com Laringomalacia. Mostrar todas as postagens
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domingo, 19 de abril de 2026

Charity Day

Ano passado, a Nicolle , tia da Manu, indicou a nossa ONG para o Charity Day 💛

O Charity Day é um evento solidário onde empresas se unem para arrecadar recursos e dar visibilidade a causas importantes, destinando doações para instituições escolhidas pelos participantes.

Foi uma oportunidade muito especial de levar a nossa missão ainda mais longe e mostrar que, juntos, podemos fazer a diferença na vida de muitas famílias ✨

“Escolhi a Vivendo com Laringomalácia porque acredito profundamente na missão deles de proporcionar apoio, informações e orientação para as famílias das crianças que enfrentam essa condição.

A instituição vai além do apoio e cuidado médico, oferecendo suporte emocional, orientação contínua e promovendo um ambiente de troca entre famílias que estão passando por desafios semelhantes.

Quando minha sobrinha foi diagnosticada, enfrentamos muitas incertezas, e a Vivendo com Laringomalácia foi fundamental, não apenas ao nos oferecer suporte no tratamento, mas também ao cuidar de nossa saúde emocional.

Mesmo após a perda dela, a instituição continuou a fazer a diferença, apoiando nossa família durante esse processo difícil.

Eles não só apoiam virtualmente, como também fazem visitas aos hospitais, oferecendo o suporte necessário. Além disso, incentivam a pesquisa para tratamentos mais eficazes e, acima de tudo, garantem que as famílias nunca se sintam sozinhas nesse caminho.

Por tudo isso, apoio a missão da instituição, pois acredito que o cuidado com as crianças deve ser completo e compassivo, e que as famílias merecem todo o suporte possível para atravessar essa jornada com dignidade e esperança.”

Você não está sozinho 🤍

👨‍👩‍👧‍👦 Sua doação faz a diferença — ajude a transformar apoio em cuidado real para quem precisa.

📲 PIX: doacoes@laringomalacia.org
🔗 www.laringomalacia.org/doacoes

Vivendo com Laringomalácia

Publicado em 19/04/2026

terça-feira, 18 de julho de 2023

Certificado

Certificado (novo) feito com muito carinho para que você, seu bebê e sua família nunca esqueçam que sim, vai dar tudo certo 💕

Logo, logo, "laringomalácia" será apenas uma pequena palavrinha no meio de uma vida incrível e cheia de possibilidades👩🏼‍🍼

Apenas uma pequena lembrança, aos nossos pequenos & famílias de que precisamos fazer valer a pena - sempre!

As imagens para impressão estão disponíveis no nosso site www.laringomalacia.org/certificado

Você não está sozinho🐝🐸🦋
Nós estamos aqui ♡ 

Certificado colorido
Certificado preto e branco

Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

👉 Depoimentos 

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Tudo novo... De novo!

E você nunca está preparado.

Pode passar o tempo que for, você pode ter vivdo a experiência que for mas, quando seu filho ficar doente de novo, será sempre como se fosse a primeira vez.

Mudam os nomes, mudam os médicos... Mas as perguntas e os medos continuam sempre os mesmos. Por que isso está acontecendo? E se algo sair do controle?! É aleatório. A vida nunca está, de fato, sob nosso controle.

Esse é o Dudu, o cara das coisas improváveis. Mas que, mesmo quando tudo parece insanamente assustador, ele me abraça, me beija e está (quase) sempre feliz.

Então não se apegue ao nome. Se apegue ao fato de que crianças são muito capazes e que, independente do que o seu filho tenha, isso nunca será mais importante do que ele é.

Tudo novo. De novo! Os nomes mudam... O amor não.

O caminho é tortuoso e difícil. Mas saiba que você não precisa passar por ele sozinho. São milhares de famílias que estão em uma jornada nesse exato momento, assim como você. Você não está sozinho 🐝 💕

Vivendo com LaringomaláciaVivendo com Laringomalácia

Vivendo com Laringomalácia 

Vivendo com Laringomalácia Vivendo com Laringomalácia 



Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

Quem somos? 🐝
Como podemos ajudar você
- Vivendo com Laringomalácia
- Olá
Nossa abelhinha Helen
Juntos somos mais fortes
Minha Felicidade depende da sua
Cada segundo é um pedaço de nossas vidas
Só o amor é real
Em memória da Manu
Profissional: o que podemos fazer por você
- O silenciamento de uma dor
- Muito mais que apenas um estridor 
Toinha: sempre presente
Passado e futuro
- O amor é uma luz que não se apaga
A saudade só não é maior que o verdadeiro amor
Tudo novo... De novo!
Sete anos do Dudu
Laringomalácia memes
A desinformação da informação
Publicado em 29/05/2023

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Manuella: Deus conosco

Meu nome é Joice, sou mamãe do Angelo de 19 anos, do Felipe de 13 anos e da minha princesa Manuella.

Manuella foi um bebê muito esperado e desejado por anos. Quando chegou o grande dia de conhecê-la, de pegá-la no colo pela primeira vez, estava cheia de expectativas e de muita alegria. Até que, no momento do nascimento, ela chorou baixinho (parecia um miado de gato). Perguntei o que estava acontecendo e a pediatra disse que ela estava bem e logo mostraria ela para mim. Mas eu percebi que ela não respirava bem. Depois do parto, Manu foi pra UTI neonatal, direto para para o CPAP. E eu fui para o quarto. Ali começaria a nossa luta.  

Vários diagnósticos foram considerados, mas nada confirmado até então. E, entre outras coisas, os médicos disseram que Manu tinha paralisia cerebral. Com 09 dias de vida, veio o diagnóstico da laringomalacia e da hipotonia. Minha princesa não saia do oxigênio. Sofri 15 dias vivendo um tipo de luto. O luto de uma bebê que idealizei e de planos que foram frustrados diante de tudo que estava acontecendo. E, depois desses 15 dias, comecei a luta. Foram dias e dias ainda sofrendo e pedindo a Deus uma saída, uma solução. Eu sentia uma dor insuportável.

Os médicos queriam fazer traqueostomia e gastrostomia na minha bebê. E f
oi aí que eu resolvi procurar e entender mais sobre o assunto. Meu coração se fechou. Eu disse não e, cada vez que tocavam nesse assunto, mais me fechava. Mas eu acreditei que Deus providenciaria um milagre. E foi pesquisando sobre laringomalácia que cheguei na ONG. Então eu descobri que existia sim uma possibilidade de cirurgia (a supraglotoplastia). Mas os médicos onde ela estava internada, há 01 mês e 11 dias, desconheciam esse procedimento. 

Me informei e procurei uma otorrino especializada. Conseguir a cirurgia também não foi fácil. Logo começaram as festas de final de ano e tudo parou. Os dias foram passando e a angústia foi aumentando. No dia 01 de janeiro de 2022 (nunca mas esquecerei), minha bebê foi entubada e, no dia 11 de janeiro 2022, fomos transferidas para o hospital aonde Manu faria a cirurgia.

Manu realizou a cirugia com 02 meses e 02 dias de vida. No dia 22 de janeiro, voltamos pro hospital onde ela estava internada desde o início. Ela já estava respirando sozinha, mas usando sonda nasoenteral. No dia 24 de janeiro, tivemos alta pra casa. Foram muitas sessões de fono e fisioterapia. No dia 06 de julho de 2022, a Manu tirou a sonda para sempre. Deus foi fiel em tudo!

Hoje ela está com 10 meses e é uma bebê linda, meu presente de Deus! 
Manuela significa Deus conosco. E agradeço muito a Deus por ter me guiado a conhecer a ONG e por todos  os milagres que Ele operou na vida da Manu.

By Mamãe Joice

Vivendo com Laringomalácia Vivendo com Laringomalácia 

Vivendo com Laringomalácia Vivendo com Laringomalácia

 Vivendo com Laringomalácia

 Vivendo com Laringomalácia Vivendo com Laringomalácia

 Vivendo com LaringomaláciaVivendo com Laringomalácia

Publicado em 12/10/2022,

terça-feira, 28 de junho de 2022

Cauã: tudo vai dar certo

Hoje resolvi falar um pouquinho, após alguns meses do nascimento do meu filho caçula, Cauã. Tão delicadinho, meigo, atento e esperto. Veio num momento difícil, em meio a pandemia. Mas ele sempre esteve cercado de muito amor e carinho. Ao nascer, escutamos um barulho constante, angustiante e preocupante. Os médicos diziam ser resto do parto e que logo passaria. Mas isso não aconteceu. O barulho aumentou e seguia acompanhado de engasgos e vômitos. Começamos uma saga em busca de respostas. Muitos médicos não estavam atendendo até então, por causa da pandemia. 

Depois que ele teve uma crise no consultório médico, a médica logo falou que poderia ser laringomalácia. Mas precisava dos exames para confirmação. Por fim, conseguimos a consulta e tivemos o diagnóstico de laringotraqueomalácia. A laringomalácia é malformação congênita na laringe e, entre outros sintomas, provoca um  estridor constante (e angustiante) que é característico da laringomalácia. Fizemos um exame de vídeo, onde se confirmou o diagnóstico. Ele tinha laringomalácia moderada, sem necessidade de cirurgia graças a Deus.

Sim, sou mãe de uma criança com laringomalácia, que requer cuidados e atenção constante. Junto com a laringomalácia, tem o refluxo que se apresenta forte. O seu irmãozinho, Cainã, já sabe da condição do Cauã e dos cuidados com ele. Seu carinho, afeto e amor com o bebê são incríveis. É lindo de se ver. Me deixa muito orgulhosa! E meus pais me ajudam muito cuidado do Cauã. 

Infelizmente muitos profissionais no Brasil sabem muito pouco sobre essa condição. Numa noite ele engasgou feio. Não gosto nem de lembrar. Lidar com tantas dúvidas, questionamentos e angústias não é fácil. Muitos profissionais dizem que é só ter calma que vai passar. Seguimos observando, numa angústia que parece não ter fim. Uma angústia que só quem vive com laringomalácia sabe como é. Só quem vive com laringomalácia sabe os medos que passamos, conhece os engasgos que deixam a gente sem chão. Mas, ao mesmo, tempo sinto que toda essa experiência nos fortalece.

Seguimos com fé em Deus que tudo vai dar certo e a cura virá para o Cauã e para muitas outras crianças que tem laringomalácia ❤️

By mamãe Débora

Publicado em 28/06/2022

quarta-feira, 2 de março de 2022

Passado e futuro

Às vezes parece que foi ontem... Às vezes parece que foi em outra vida.

Pode ser difícil de acreditar agora mas, depois de um tempo, as coisas vão se ajeitando. Logo a vida será mais sobre seu filho e menos sobre o diagnóstico. E você sentirá mais confiança do que medo.

Viver com laringomalácia pode ser estressante e um desafio para toda família. Quando seu filho é diagnosticado com uma alteração da qual a maioria das pessoas nunca ouviu falar, você pode ter muitas dúvidas e preocupações.

O acompanhamento médico é primordial porque é através dele que vocês poderão ter uma melhor qualidade de vida. Lembre-se que sua adesão ao tratamento é fundamental para a melhora do seu filho.

Você pode entrar em contato com outras famílias, conhecer outras histórias e, através delas, buscar um pouco de conforto e inspiração para seguir em frente. Conecte-se com pessoas que sabem exatamente como você se sente. Conheça nossa iniciativa! Seja muito bem-vindo ♡

Vivendo com Laringomalácia

Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

👉 Quem somos
Como podemos ajudar você
- Vivendo com Laringomalácia
- Olá
Nossa abelhinha Helen
Juntos somos mais fortes
Minha Felicidade depende da sua
Cada segundo é um pedaço de nossas vidas
Só o amor é real
Em memória da Manu
Profissional: o que podemos fazer por você
- O silenciamento de uma dor
- Muito mais que apenas um estridor 
Toinha: sempre presente
Passado e futuro
- O amor é uma luz que não se apaga
A saudade só não é maior que o verdadeiro amor
Tudo novo... De novo!
Sete anos do Dudu
Laringomalácia memes
A desinformação da informação

Postado em 02/02/2022

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Miguel: o grande dia

Finalmente nosso grande dia chegou! E a cura veio 🙏🏻

Sou a mãe do Miguel de 02 anos e 05 meses. Miguel nasceu de 39 semanas e 02 dias e foi direto para UTI. Ele nasceu engasgado com liquido e tinha dificuldades de mamar e respirar. Foi o dia mais feliz e ao mesmo tempo mais triste da minha vida. Como fiz cesariana, só pude ver meu filho no dia seguinte. Ele nasceu as 18h e 01 min. Percebemos o estridor dois dias após o nascimento. A médica me disse que era laringomalácia e que teria que avaliar o grau. 

Miguel ficou menos de 24 horas no oxigênio e com três dias de vida aprendeu a mamar. Tivemos alta da uti com oito dias. Fizeram alguns exames e também aguardaram para que ele mamasse a quantidade certa. Fomos para o quarto e achei que estava tudo resolvido, mas não foi bem assim. O estridor aumentou, tanto o volume quanto a frequência. Chamei o médico e ele me disse que era normal da laringomalacia e que, no hospital, eles não faziam o exame para avaliar. Mas se ele estava mamando bem eu não precisava me preocupar. Mas como não se preocupar com algo que nunca vi e nem ouvi falar sobre? Depois de dois dias, fomos para casa.

Miguel tinha muita dificuldade de pegar o peito e se engasgava muito. Muitos médicos queriam que eu desse mamadeira para evitar desgaste psicológico. Mas fui insistindo no peito e ele foi se adaptando. Muitos médicos também não sabiam nem o que era laringomalácia. E eu, eu ficava desesperada porque, por mais que o estridor já estivesse mais baixo, queria saber o estava acontecendo.

Seis dias depois da alta, recebi uma ligação da maternidade para que eu comparecesse lá no dia seguinte. Miguel precisaria refazer o teste do pezinho. Sai de casa na mesma hora e fui buscar. Minha sogra estava comigo. Chegando lá, a médica me explicou que tinha dado alteração no T4 e TSH e que teríamos que refazer o exame. Caso desse positivo, meu filho teria que começar o tratamento rápido para não deixar sequelas, pois tratava-se de hipotireoidismo congênito. 

Sai de lá me sentindo sem rumo. Naquele horário não tinha mais como fazer o exame. Fiquei apavorada. E, no meu desespero, procurei informações no Google. E, então, fiquei mais desesperada. Naquela noite não dormi e chorei a noite toda. No dia seguinte, cedo, meu marido e eu saímos e fomos ao médico. Lá, ele me explicou que não era tudo exatamente como eu tinha lido. Que sim, era uma doença perigosa e que poderia deixar sequelas. Mas que, se bem cuidada, a vida seria normal. Refizemos o exame e após três dias o resultado saiu positivo.

Eu literalmente enlouqueci. Minha mãe estava em casa comigo e isso me ajudou. Eu precisava que alguém ficasse com meu filho para encontrar um endócrino o mais rápido possível. Liguei para o convênio e eles informaram que teriam apenas depois de três meses. Meu Deus! Como me desesperei. Lembro que ajoelhei e clamei a Deus que me desse uma luz, pois meu filho estava com 25 dias de vida e ainda não tinha começado o tratamento. Pedi que Ele olhasse por mim e principalmente pelo meu filho. Então Deus, mais uma vez, me abençoou e lembrei da minha obstetra. 

Mandei mensagem para ela e liguei em seguida. Ela, na hora, me indicou uma endócrino que atendia pelo convênio, mas não naquela clinica. Disse que eu olhasse o valor e, depois, pedisse o reembolso para o convênio. Também falou que, caso eu não tivesse o valor, ela me emprestaria. Liguei e consegui marcar a consulta para aquele mesmo dia. Peguei meu filho e fui com minha mãe junto.  Chegando lá, a primeira pergunta que fiz foi se meu filho ia morrer. Estava no auge do meu desespero. Expliquei tudo o que havia passado com meu filho na maternidade até chegar ali. Ela me acalmou e me explicou tudo. Ela falou que a laringomalacia era "causada pelo hipotireoidismo", assim como icterícia e hérnia umbilical. 

Perguntei a ela porque na maternidade não nos deram a opção de fazer o teste do pezinho amplificado. Se soubesse, teria feito. E, o mais importante, porque eles demoraram tanto para dar o resultado. Ela não respondeu. Mas não queria discutir, afinal, a médica não tinha nada a ver com isso. Juro que minha vontade era ir na maternidade e brigar, processar, fazer sei lá o que. Pois, por um erro deles, meu filho poderia ter ficado com sequelas. Falam tão bem do convênio e, mesmo assim, cometeram esse erro absurdo. Mas não fui porque não tinha forças. Eu estava emocionalmente e psicologicamente abalada. 

Troquei de pediatra quatro vezes. Uns não sabiam o que era laringomalácia e outros disseram que meu filho ia ficar retardado. E sim, foi exatamente essa palavra que escutei algumas vezes. Eu, como mãe de primeira viagem, me desesperava. Mas resolvi buscar conhecimento e não aceitei aquilo. Por isso troquei de médico. Também fui em cinco otorrinos porque alguns não tinham conhecimento no assunto e outros estavam mais perdidos que eu. 

Com um mês e meio o estridor aumentou muito. Levei Miguel ao médico e ele diagnosticou uma bronquiolite. Decidiram interná-lo para melhorar respiração. Depois de três dias tivemos alta e quase não se ouvi mais estridor. Apenas quando mamava, chorava ou ficava muito agitado. Mas com três meses o estridor piorou muito e me desesperei de novo. Não encontrava um bom profissional para avaliar e acompanhar meu filho, mesmo no convênio. Levei ele ao médico e, mais uma vez, internaram ele.  Disseram que era para aliviar a respiração porque ele  estava muito cansado para mamar. 

Foram seis dias de internação na uti e chegaram a falar em fazer uma traqueostomia no Miguel. Falei que só permitiria se fizessem um exame que comprovasse a necessidade. Eu sentia que não era preciso, pois a oxigenação dele em momento algum estava alterada. Falaram que ele tinha alguma síndrome e colocaram tantas doenças no meu filho que eu pensei que ia ter um treco.  Era meu primeiro filho e, com três meses de vida, já tínhamos passado por tantas coisas. Agendaram o exame com otorrino. 

Assim que me falaram, me ajoelhei ao lado do meu filho e supliquei a Deus que fizesse a vontade dele, pois não aguentava mais meu filho tão pequeno passando por tudo isso. Intenções, picadas de agulhas, sonda que saia o tempo todo, dificuldade pra achar veia, várias internações seguidas. Chegou o otorrino para fazer o exame e, para nossa felicidade, não era nada daquilo que tinham me falado. Ele não precisaria de traqueostomia e também não precisava estar ali. O médico deixou bem claro que foi uma internação que não deveria ter acontecido e que o estridor tinha aumentado porque ele estava crescendo e, consequentemente, a demanda respiratória era maior e que isso era de se esperar. Esse otorrino me explicou tudo, me orientou e começamos a fazer o acampamento trimestral com ele. Foi literalmente Deus que o colocou em nossas vidas. Depois disso, nunca mais Miguel ficou internado e, sempre que precisava, eu ligava para ele e ele me orientava. Foi uma comoção geral nossa alta! Todas as enfermeiras, técnicas e algumas médicas se emocionaram conosco.

Sobre o hipotireoidismo, Miguel fazia exames de sangue a cada três meses. Se desse alterado, fazia antes. Ele tomava remédio, em jejum, todas as manhãs. Eu estava exausta com tudo aquilo. Exames, médicos, internações e, para piorar, meu filho teve hipotonia. Levei ele ao neurologista que me disse ser normal para bebês que tem hipotireoidismo. Disse que, com as seções de fisioterapia e com o uso da medicação, tudo iria passar. Começamos a fisioterapia com três meses e meio. A endócrino me confirmou que o hipotonia pode ser um dos sintomas do hipotireoidismo. Ela pediu para que passasse em um geneticista para tirar minhas dúvidas. Marcamos o geneticista e fizemos dois exames genéticos. Nenhum acusou nada. O geneticista também falou que tudo o que estava acontecendo era por causa do hipotireoidismo e que fazendo o acompanhamento certo, tudo ia dar certo. 

Encontrei o grupo da laringomalácia na última internação de Miguel, quando ele tinha três meses. Foi uma das coisas me ajudou a ficar em pé. Relatos, mensagens positivas e suporte. O grupo foi uma luz no fim do túnel. Encontrei, também, o grupo do hipotireoidismo congênito que me ajudou demais. Foi um alívio. Com seis meses meu filho teve alta da fisioterapia e já estava fazendo exatamente o que um bebê de seis meses fazia. Realmente, pra quem faz o acompanhamento certo, tudo se resolve. Íamos apenas 2x por semana nas sessões e ele teve alta super rápido, graças a Deus! Depois disso, todos os marcos do desenvolvimento ele atingiu no tempo certo. Ele sentou, engatinhou e andou dentro do que é esperado para crianças de sua idade.

O estridor começou a diminuir com sete meses, mas não desapareceu. Até os sete meses, pessoas olhavam torto para Miguel na rua por causa do estridor. Até os sete meses, vivemos com médicos desestimulando a amamentação, com os engasgos, os roncos, o refluxo e a APLV. Íamos certinho a todas consultas com otorrino e fizemos o exame a cada seis meses até Miguel ter um ano e meio. Depois só repetimos o exame agora, com dois anos e cinco meses. Vimos a melhora gradativa, sofrida. Mas, aos poucos, ela chegou. Sobre o hipotireoidismo, não vejo diferença entre meu filho outras crianças. Ele brinca, corre, interage, é inteligente, amoroso, engraçado. Sim, ele é uma criança como qualquer outra.

Hoje fazemos acompanhamento com fono pois, ele apresentou um atraso na fala. A fono acredita que isso aconteceu devido a pandemia já que ele está privado do contato com outras crianças. Passamos em três fonos e todas concordaram com isso. Esses dias, passamos no otorrino e ele falou que Miguel está curado da laringomalácia. Chorei como uma criança. Minha vontade era gritar para o mundo! Passou um flashback na minha cabeça de todos os momentos de desespero até finalmente ouvir essa tão sonhada frase " ele está curado". Não sabemos se meu filho tomara o remédio de hipotireoidismo para sempre, pois o exame é feito após os três anos de idade. Mas tenho fé em Deus que ele também ficará curado disso. 

Agradeço primeiramente a Deus que nos abençoou e nos fortaleceu dia após dia. Agradeço ao apoio do meu marido. Agradeço ao apoio dos meus pais, irmãos e sogros que me ajudaram no momento que mais precisei. Agradeço aos grupos.  Eu oro todos os dias por vocês, por cada família aqui presente. Meu relato é apenas um pouco do que passamos até chegar aqui. Hoje, estou aqui para  afirmar que realmente vai passar. Tudo passa! Tenham fé, independente da sua religião, acreditem que Deus vai abençoar.  Contem comigo para o que precisarem, mesmo com a cura de Miguel, pretendo continuar no grupo, pois assim como fui acolhida e ajudada quero fazer o mesmo. A todos minha eterna gratidão. Que Deus abençoe a cada um de vocês! 

By mamãe Karine

Miguel com dois anosMiguel aprendendo a andar de bicicleta 

Miguel no dia do nascimentoMiguel chegado em casa

Miguel com três mesesMiguel com oito meses

Miguel com um ano e três meses 

Publicado em 07/10/2021

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Tratamento fora de domicílio

Quando, por qualquer motivo, temos que sair do nosso domicílio para tratamento médico, imediatamente bate um certo medo. E isso torna-se mais mais difícil quando, além de lidar com o desconhecido, você precisa lidar com o desconhecido acompanhado por uma criança.

Carlinhos Tuca e Carlinhos

Essas orientações servem, principalmente, para tranquilizar e dar algumas dicas preciosas. E, com isso, ajudar você a ter mais segurança para encarar o que vem pela frente.

Em primeiro lugar, procure ter informações suficientes sobre o médico, clínica e/ou hospital que você vai. Conversar com os médicos e trocar informações com famílias de pacientes, é extremamente importante para você não perca tempo e dinheiro. E essas informações também são essenciais para que você não fique frustrado. Isso vale tanto para tratamentos via SUS quanto pelo convênio (ou particular).

Procure saber a formação, a especialização e a experiência médico na área desejada. E, quando for o caso, faça a estimativa de valores que poderão ser necessários para o tratamento. Nem sempre tudo é coberto. Informe-se.

Ter ideia de quanto tempo aproximadamente ficará na cidade também é fundamental. Você poderá ter uma ideia sobre isso conversando com o médico responsável ou mesmo através do hospital ou clínica onde serão realizadas as consultas, exames e/ou procedimentos.

Outra questão importante é: você irá sozinha com a criança ou contará com a ajuda de alguém? Esse será um dos principais quesitos pois, a partir de agora, você precisa começar a programar sua viagem.

Caso seu filho precise ficar internado, é muito importante ligar antes para o hospital ou clínica para saber como que funciona em relação a acompanhantes e visitas. Se poderá haver troca de acompanhante, se é preciso que um acompanhante permaneça o tempo todo no hospital, que tipo de documento precisa ser apresentado, etc. Lembrando que cada instituição tem seu próprio regimento e as regras podem mudar de um local para outro. Com essas informações em mãos, é importante saber que, se mais alguém for com vocês será necessário procurar um local para hospedagem. Geralmente, perto dos grandes hospitais, existem pousadas, hotéis, hostels, etc. Você pode obter informações sobre estes locais com o próprio hospital ou clínica. Procure por indicações de outras famílias ou em grupos. Dê uma pesquisada no Google por referências.

Existem também as casas de apoio, disponíveis em determinados centros. Converse com a assistência social da instituição na qual você está buscando tratamento sobre essa possibilidade, se necessário.

Caso a criança precise ficar na UTI (unidade de terapia intensiva), normalmente existe uma área exclusiva para atender aos acompanhantes destas crianças, para alimentação e banho dentro do próprio hospital.

Atenção: a criança tem direito a permanência 24h de um acompanhante. É um direito da criança e está previsto no artigo 12 do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente. Você pode entrar em contato com o Disque Direitos Humanos. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil, gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou móvel (celular) - basta discar 100.

Art 12 (ECA): Os estabelecimentos de atendimento à saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de cuidados intermediários, deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente.

Sobre o local de estadia

Ligue com antecedência para os locais e consulte:

- Valores e localização. - Distância do hospital ou clínica. - Acessibilidade (transporte, supermercados, farmácias, etc). - A voltagem da região (110 ou 220W). - Clima (confira a estação).

Confira se o local disponibiliza: - Cozinha e utensílios (que você possa usar). - Frigobar e microondas. - Armário com chave ou cofre. - Água potável. - Serviços de café da manhã e restaurante. - Roupa de cama e lavanderia. - Internet e televisão. - Telefone e guarda volumes. - Secador de cabelo e itens de higiene pessoal.

Questione se é tudo incluído ou se precisa pagar a parte. É importante avaliar se este local é adequado para levar crianças (se for o caso).

A distância pode ser um quesito essencial em grandes centros urbanos, onde a locomoção pode ser mais complicada. Procure escolher o local mais próximo possível ao hospital em cidades maiores.

É importante conferir o clima da região em que você vai, de acordo com a época do ano. Lembrando que, geralmente, a região sul do país é mais fria. Pode ser necessário providenciar roupas adequadas para você e seu filho.

Vacinação: alguns locais têm recomendação de vacinas que não fazem parte do calendário da sua cidade. Confira!

Feito tudo isso, você precisa definir como vai chegar até a cidade. No caso dos ônibus e aviões, é preciso comprar a passagem com antecedência para garantir vaga e também os melhores preços. Chegar ao local de embarque também com antecedência ajuda a evitar possíveis transtornos como perder o embarque. 

Confira o transporte disponível para o caminho aeroporto/rodoviária e o local de hospedagem. Taxi, Uber, etc. Baixe o app, cadastre-se e já salve os endereços que serão uteis na outra cidade. Em caso de ônibus ou metrô, procure salvar a tabela horária (fique atento aos horários que normalmente variam em dias úteis, finais de semana e feriados).

Caso a viagem seja de carro, é sempre bom lembrar que sair de casa com antecedência, com o veiculo abastecido e revisado, evita aborrecimentos no caminho. Pesquisar lugares para alimentação e descanso durante o percurso também é uma boa dica para ter tudo planejado. Também procure informar-se dos valores e disponibilidades de serviços de estacionamento. E, em hospitais, eles costumam ser mais caros. Verifique possíveis convênios da instituição.

Se vocês forem viajar com mais alguém, estabeleça com essa pessoa como será a rotina e de que maneira cada um vai colaborar.

Se você for apenas com a criança, é importante que você tenha em mente que, naquele momento, você pode ter dificuldades com algumas questões básicas como, por exemplo, tomar um banho. Converse com a equipe de enfermagem e veja a possibilidade de algum enfermeiro vigiar a criança enquanto você faz isso.

Lembre-se que, se você estiver sozinha com a criança, será difícil de sair para comprar qualquer coisa fora do hospital. Procure ter tudo o mais planejado possível e antecipe possíveis itens que você possa precisar.

Produtos de higiene: - Escova de dentes, pasta, enxaguante e fio dental. - Escova de cabelo, pente e presilhas. - Absorventes e lenço de papel. - Papel higiênico e algodão. - Sabonete, shampoo e condicionador. - Hidratante e creme para rosto, corpo e/ou cabelo. - Protetor Solar e repelente. - Desodorante e perfumes. - Tesoura, cortador e lixa para unhas. - Alicate de cutículas, esmalte e removedor. - Maquiagem e espelho. - Fraldas e produtos para troca (pomada, lenços, etc). - Álcool gel e curativos.

Itens de vestuário: - Roupas (adequadas ao clima da região). - Pijamas. - Meias e roupas íntimas. - Sapatos e chinelo. - Máscaras. - Bolsa e carteira. - Óculos e relógio. - Cintos e acessórios.

Utilidades: - Toalhas e roupas de cama (se necessário). - Cobertores ou mantas (se necessário). - Travesseiros e almofadas. - Talheres, copos e pratos (se necessário). - Mamadeiras e bicos. - Fórmula e comida para bebê. - Toalhinha ou paninho para o bebê. - Lanchinhos não perecíveis (consulte a política do local). - Sabão, detergente e esponja para roupa e/ou louça. - Cabides, prendedores e corda de varal (se necessário). - Caneta, bloco ou caderneta. - Livros e agenda. - Tesoura e fita adesiva. - Guarda-chuva. - Sacolas plásticas.

Quando você ou a criança precisam de uma dieta especial, é importante se prevenir com isso também. Muitas vezes você não encontra com facilidade a alimentação que você precisa ou gosta.

A questão da alimentação é bem importante. Acompanhantes tem direito a refeições mas pode acontecer de não ter todas que você está acostumado a fazer. Programe-se na questão de possíveis despesas extras com alimentação e tenha sempre um plano b. Água também é um item importante. Fique atento!

Não esqueça: - Carregador do celular, tablet ou notebook. - Fones de ouvido. - Secador de cabelo (opcional). - Pilhas e carregador de pilhas (opcional).

Dê uma atenção especial a mala da criança. O tempo é uma estimativa e nem sempre será possível lavar as roupinhas. Na dúvida, leve a mais.

Importante: - Vitaminas e suplementos. - Medicações em uso ou de uso contínuo. - Receitas de medicamentos em uso ou que podem ser necessários. - Aspirador nasal e nebulizador. - Aparelhos ou equipamentos de uso pessoal.

Confira se a quantidade de medicação será suficiente para o período. Leve sempre uma reserva para qualquer eventualidade. Fique de olho da validade das medicações e das receitas médicas também. Se você ou seu filho fazem uso de algum aparelho ou equipamento como, por exemplo, nebulizador, CPAP ou oxigênio, não esqueça de levar esses equipamentos e o que mais se faz necessário para seu funcionamento (como carregadores e baterias).

Documentos pessoais: - Certidão de Nascimento (original). - Identidade e CPF. - Carteirinha do convênio. - Cartão do SUS. - Carteira de vacinação. - Encaminhamentos médicos e requisições. - Exames e laudos. - Cartões do banco. - Talão de cheques (se fizer uso).

Leve os telefones e endereços também anotados para que não fique dependente apenas do celular. Pode acontecer algum imprevisto!
Confira se estão instalados e funcionando aplicativos de:
- Bancos e cartões.
- Transporte (táxi, Uber, etc).
- Comida (Ifood, UberEats, etc).
- Entregas (Rappi, etc).
- GPS, mapas e rotas (Waze, Google Maps, etc).
- Plano de saúde (se houver).

Mesmo que na hospedagem/hospital seja oferecido wifi (consulte possíveis taxas), verifique com sua operadora de telefonia os planos disponíveis para utilização de dados. Também é importante consultar sobre taxas de roaming (que são cobradas entre municípios diferentes) porque você pode ser tarifado inclusive para receber chamadas quando estiver fora da sua área. Pode valer a pena mudar de plano ou comprar um chip pré-pago com ddd local para utilizar enquanto estiver na cidade. Normalmente as operadoras tem valores melhores para ligações utilizando o seu código de serviço antes do ddd. Confira como realizar chamadas de longa distância (0 + operadora +  ddd).

Chamadas a cobrar:
- Dentro da mesma região: 9090 + número de telefone (sem ddd).
- Interurbano: 90 + operadora + ddd + número de telefone. 

Vivendo com Laringomalácia

Identifique todos os seus pertences, malas e volumes. Nos volumes maiores, junto com a identificação, coloque seus dados de contato para caso de perda ou extravio. Identifique também as roupas e pertences do bebê (com o nome ou com as iniciais).

Procure ter uma pessoa de referência na cidade para onde vai. Seja da família, amigo ou conhecido de alguém, vale a pena ter o contato. Procure nos grupos de apoio ou mesmo indicações de iniciativas e ONG´s por pessoas que possam te auxiliar se necessário.

Leve algum dinheiro e procure ter reserva para emergências a disposição (no banco ou mesmo alguma pessoa que você possa acionar se houver algum imprevisto). Confira se seus cartões não estão perto do vencimento e funcionando normalmente. Mantenha o app do seu banco atualizado e teste o acesso.
Procure a assistência social do hospital para saber o que eles podem fazer por vocês. O assistente social está lá para oferecer suporte aos pacientes. Esse suporte pode ser relacionado a apoio psicológico, orientações, mobilização de recursos e etc.

Pelo SUS, o TFD (tratamento fora de domicílio) prevê transporte e ajuda de custo para o acompanhante quando é necessário. Informe-se junto a secretaria da saúde da sua região. Lembrando que o TFD é um direito garantido por lei quando não existe especialidade médica ou tratamento disponível para o paciente onde ele está.

Com tudo isso feito, sua estadia fora da sua cidade será mais tranquila!, Mantenha contato com seus familiares e amigos para que você possa sentir-se mais amparada. Cuide muito de você, de sua saúde física e mental. Você é essencial para o sucesso do tratamento do seu filho. Precisa estar bem! Alimente-se e descanse sempre que puder. Mantenha a motivação com pensamentos positivos, orações (de acordo com o que acredita) e confie na equipe do hospital. Você e seu filho estarão em boas mãos!

E lembre-se: você não está sozinho!

Por Aretuza Comunello

Indo pra SPNo avião

Versão de checklist para impressão (GoogleDocs)
- Códigos das operadoras e telefones úteis

Cartilha disponível em
 http://www.laringomalacia.org/tfd

Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

Publicado em 02/08/2021