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terça-feira, 18 de julho de 2023

Certificado

Certificado (novo) feito com muito carinho para que você, seu bebê e sua família nunca esqueçam que sim, vai dar tudo certo 💕

Logo, logo, "laringomalácia" será apenas uma pequena palavrinha no meio de uma vida incrível e cheia de possibilidades👩🏼‍🍼

Apenas uma pequena lembrança, aos nossos pequenos & famílias de que precisamos fazer valer a pena - sempre!

As imagens para impressão estão disponíveis no nosso site www.laringomalacia.org/certificado

Você não está sozinho🐝🐸🦋
Nós estamos aqui ♡ 

Certificado colorido
Certificado preto e branco

Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

👉 Depoimentos 

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Manuella: Deus conosco

Meu nome é Joice, sou mamãe do Angelo de 19 anos, do Felipe de 13 anos e da minha princesa Manuella.

Manuella foi um bebê muito esperado e desejado por anos. Quando chegou o grande dia de conhecê-la, de pegá-la no colo pela primeira vez, estava cheia de expectativas e de muita alegria. Até que, no momento do nascimento, ela chorou baixinho (parecia um miado de gato). Perguntei o que estava acontecendo e a pediatra disse que ela estava bem e logo mostraria ela para mim. Mas eu percebi que ela não respirava bem. Depois do parto, Manu foi pra UTI neonatal, direto para para o CPAP. E eu fui para o quarto. Ali começaria a nossa luta.  

Vários diagnósticos foram considerados, mas nada confirmado até então. E, entre outras coisas, os médicos disseram que Manu tinha paralisia cerebral. Com 09 dias de vida, veio o diagnóstico da laringomalacia e da hipotonia. Minha princesa não saia do oxigênio. Sofri 15 dias vivendo um tipo de luto. O luto de uma bebê que idealizei e de planos que foram frustrados diante de tudo que estava acontecendo. E, depois desses 15 dias, comecei a luta. Foram dias e dias ainda sofrendo e pedindo a Deus uma saída, uma solução. Eu sentia uma dor insuportável.

Os médicos queriam fazer traqueostomia e gastrostomia na minha bebê. E f
oi aí que eu resolvi procurar e entender mais sobre o assunto. Meu coração se fechou. Eu disse não e, cada vez que tocavam nesse assunto, mais me fechava. Mas eu acreditei que Deus providenciaria um milagre. E foi pesquisando sobre laringomalácia que cheguei na ONG. Então eu descobri que existia sim uma possibilidade de cirurgia (a supraglotoplastia). Mas os médicos onde ela estava internada, há 01 mês e 11 dias, desconheciam esse procedimento. 

Me informei e procurei uma otorrino especializada. Conseguir a cirurgia também não foi fácil. Logo começaram as festas de final de ano e tudo parou. Os dias foram passando e a angústia foi aumentando. No dia 01 de janeiro de 2022 (nunca mas esquecerei), minha bebê foi entubada e, no dia 11 de janeiro 2022, fomos transferidas para o hospital aonde Manu faria a cirurgia.

Manu realizou a cirugia com 02 meses e 02 dias de vida. No dia 22 de janeiro, voltamos pro hospital onde ela estava internada desde o início. Ela já estava respirando sozinha, mas usando sonda nasoenteral. No dia 24 de janeiro, tivemos alta pra casa. Foram muitas sessões de fono e fisioterapia. No dia 06 de julho de 2022, a Manu tirou a sonda para sempre. Deus foi fiel em tudo!

Hoje ela está com 10 meses e é uma bebê linda, meu presente de Deus! 
Manuela significa Deus conosco. E agradeço muito a Deus por ter me guiado a conhecer a ONG e por todos  os milagres que Ele operou na vida da Manu.

By Mamãe Joice

Vivendo com Laringomalácia Vivendo com Laringomalácia 

Vivendo com Laringomalácia Vivendo com Laringomalácia

 Vivendo com Laringomalácia

 Vivendo com Laringomalácia Vivendo com Laringomalácia

 Vivendo com LaringomaláciaVivendo com Laringomalácia

Publicado em 12/10/2022,

A saudade só não é maior que o verdadeiro amor

Não costumo ser muito ligada a datas específicas, mas confesso que o dia das crianças seria um dia que eu faria questão de comemorar, de colecionar bons momentos, de compras presentes, de aproveitar ao máximo mesmo.

O dia das crianças, ao meu ver, não é somente um feriado, ou uma data que provavelmente o comércio criou para fazer com que pessoas gastem dinheiro com presentes aleatórios. Ele é muito mais do que isso. O dia das crianças é um dia para sermos gratos por termos nossos filhos conosco, por podermos tocar neles e abraçá-los. Sermos gratos por todos os momentos de risadas e de bagunças. E até mesmo por sermos gratos aos momentos mais difíceis que vivemos, como mãe ou pai.

Muitas pessoas costumam reclamar de barriga cheia sobre como passaram a ter menos tempo depois que o filho ou filha chegou em sua vida. Não estou falando que não é difícil ou desafiador, eu sei que sim. Mas estou querendo propor um outro olhar, um olhar mais amplo para certas pequenas coisas que as vezes passam despercebidas por conta de nossa rotina, trabalho, cansaço ou estresse.

Se o seu filho ou filha fizer bagunça, não pense somente no trabalho que você terá ao arrumar tudo novamente. Pense em como ele ou ela está saudável e bem para poder estar brincando e fazendo toda essa bagunças. Se seu filho ou filha pede colo, dê seu colo a eles. Essa troca é muito importante, eles confiam em nós, se sentem seguros e  precisam do nosso toque quase tanto quanto precisam de ar para respirar. E, muitas vezes, acabamos não percebendo isso.

O tempo passa tão rápido, realmente como um piscar de olhos e a vida é tão curta que não podemos perder um segundo! Comemore esse dia com seus filhos, abrace eles, brinque com eles, de presentes e colecione bons momentos. Isso é o mais perto da magia que podemos vivenciar. 

E, para as mamães e papais que estão longe de seus filhos, que hoje não seja um dia triste. Procure olhar para o céu e ter a certeza de que seus filhos estão em festa, brincando e olhando por vocês. Eu sempre digo que um amor entre mãe e filho é tão incalculável que faz com que possamos aprender a amar sem o toque e amar com essa distância física momentânea. A saudade só não é maior que o verdadeiro amor.

Ser criança é tão maravilhoso que até hoje alguns adultos, de vez em quando, quando ousam sonhar ou até para ter coragem, ativam a criança incrível que todos tem no seu interior.

À minha filha, minha gratidão a todos os momentos que tivemos. Nosso infinito foi e sempre será mágico e meu amor por você vai até o céu. Sinta-se abraçada por mim e aproveite seu dia aí em cima e continue se fazendo presente em minha vida.

Feliz dia das crianças para todas as crianças, independente de onde estejam! Que a magia desse amor toque o coração de cada um que esteja lendo e que esse dia das crianças seja memorável e extremamente feliz para todos.

By Mamãe Mel Jacob


Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

Quem somos? 🐝
Como podemos ajudar você
- Vivendo com Laringomalácia
- Olá
Nossa abelhinha Helen
Juntos somos mais fortes
Minha Felicidade depende da sua
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Só o amor é real
Em memória da Manu
Profissional: o que podemos fazer por você
- O silenciamento de uma dor
- Muito mais que apenas um estridor 
Toinha: sempre presente
Passado e futuro
- O amor é uma luz que não se apaga
A saudade só não é maior que o verdadeiro amor
Tudo novo... De novo!
Sete anos do Dudu
Laringomalácia memes
A desinformação da informação
Publicado em 12/10/2022

terça-feira, 28 de junho de 2022

Cauã: tudo vai dar certo

Hoje resolvi falar um pouquinho, após alguns meses do nascimento do meu filho caçula, Cauã. Tão delicadinho, meigo, atento e esperto. Veio num momento difícil, em meio a pandemia. Mas ele sempre esteve cercado de muito amor e carinho. Ao nascer, escutamos um barulho constante, angustiante e preocupante. Os médicos diziam ser resto do parto e que logo passaria. Mas isso não aconteceu. O barulho aumentou e seguia acompanhado de engasgos e vômitos. Começamos uma saga em busca de respostas. Muitos médicos não estavam atendendo até então, por causa da pandemia. 

Depois que ele teve uma crise no consultório médico, a médica logo falou que poderia ser laringomalácia. Mas precisava dos exames para confirmação. Por fim, conseguimos a consulta e tivemos o diagnóstico de laringotraqueomalácia. A laringomalácia é malformação congênita na laringe e, entre outros sintomas, provoca um  estridor constante (e angustiante) que é característico da laringomalácia. Fizemos um exame de vídeo, onde se confirmou o diagnóstico. Ele tinha laringomalácia moderada, sem necessidade de cirurgia graças a Deus.

Sim, sou mãe de uma criança com laringomalácia, que requer cuidados e atenção constante. Junto com a laringomalácia, tem o refluxo que se apresenta forte. O seu irmãozinho, Cainã, já sabe da condição do Cauã e dos cuidados com ele. Seu carinho, afeto e amor com o bebê são incríveis. É lindo de se ver. Me deixa muito orgulhosa! E meus pais me ajudam muito cuidado do Cauã. 

Infelizmente muitos profissionais no Brasil sabem muito pouco sobre essa condição. Numa noite ele engasgou feio. Não gosto nem de lembrar. Lidar com tantas dúvidas, questionamentos e angústias não é fácil. Muitos profissionais dizem que é só ter calma que vai passar. Seguimos observando, numa angústia que parece não ter fim. Uma angústia que só quem vive com laringomalácia sabe como é. Só quem vive com laringomalácia sabe os medos que passamos, conhece os engasgos que deixam a gente sem chão. Mas, ao mesmo, tempo sinto que toda essa experiência nos fortalece.

Seguimos com fé em Deus que tudo vai dar certo e a cura virá para o Cauã e para muitas outras crianças que tem laringomalácia ❤️

By mamãe Débora

Publicado em 28/06/2022

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Miguel: o grande dia

Finalmente nosso grande dia chegou! E a cura veio 🙏🏻

Sou a mãe do Miguel de 02 anos e 05 meses. Miguel nasceu de 39 semanas e 02 dias e foi direto para UTI. Ele nasceu engasgado com liquido e tinha dificuldades de mamar e respirar. Foi o dia mais feliz e ao mesmo tempo mais triste da minha vida. Como fiz cesariana, só pude ver meu filho no dia seguinte. Ele nasceu as 18h e 01 min. Percebemos o estridor dois dias após o nascimento. A médica me disse que era laringomalácia e que teria que avaliar o grau. 

Miguel ficou menos de 24 horas no oxigênio e com três dias de vida aprendeu a mamar. Tivemos alta da uti com oito dias. Fizeram alguns exames e também aguardaram para que ele mamasse a quantidade certa. Fomos para o quarto e achei que estava tudo resolvido, mas não foi bem assim. O estridor aumentou, tanto o volume quanto a frequência. Chamei o médico e ele me disse que era normal da laringomalacia e que, no hospital, eles não faziam o exame para avaliar. Mas se ele estava mamando bem eu não precisava me preocupar. Mas como não se preocupar com algo que nunca vi e nem ouvi falar sobre? Depois de dois dias, fomos para casa.

Miguel tinha muita dificuldade de pegar o peito e se engasgava muito. Muitos médicos queriam que eu desse mamadeira para evitar desgaste psicológico. Mas fui insistindo no peito e ele foi se adaptando. Muitos médicos também não sabiam nem o que era laringomalácia. E eu, eu ficava desesperada porque, por mais que o estridor já estivesse mais baixo, queria saber o estava acontecendo.

Seis dias depois da alta, recebi uma ligação da maternidade para que eu comparecesse lá no dia seguinte. Miguel precisaria refazer o teste do pezinho. Sai de casa na mesma hora e fui buscar. Minha sogra estava comigo. Chegando lá, a médica me explicou que tinha dado alteração no T4 e TSH e que teríamos que refazer o exame. Caso desse positivo, meu filho teria que começar o tratamento rápido para não deixar sequelas, pois tratava-se de hipotireoidismo congênito. 

Sai de lá me sentindo sem rumo. Naquele horário não tinha mais como fazer o exame. Fiquei apavorada. E, no meu desespero, procurei informações no Google. E, então, fiquei mais desesperada. Naquela noite não dormi e chorei a noite toda. No dia seguinte, cedo, meu marido e eu saímos e fomos ao médico. Lá, ele me explicou que não era tudo exatamente como eu tinha lido. Que sim, era uma doença perigosa e que poderia deixar sequelas. Mas que, se bem cuidada, a vida seria normal. Refizemos o exame e após três dias o resultado saiu positivo.

Eu literalmente enlouqueci. Minha mãe estava em casa comigo e isso me ajudou. Eu precisava que alguém ficasse com meu filho para encontrar um endócrino o mais rápido possível. Liguei para o convênio e eles informaram que teriam apenas depois de três meses. Meu Deus! Como me desesperei. Lembro que ajoelhei e clamei a Deus que me desse uma luz, pois meu filho estava com 25 dias de vida e ainda não tinha começado o tratamento. Pedi que Ele olhasse por mim e principalmente pelo meu filho. Então Deus, mais uma vez, me abençoou e lembrei da minha obstetra. 

Mandei mensagem para ela e liguei em seguida. Ela, na hora, me indicou uma endócrino que atendia pelo convênio, mas não naquela clinica. Disse que eu olhasse o valor e, depois, pedisse o reembolso para o convênio. Também falou que, caso eu não tivesse o valor, ela me emprestaria. Liguei e consegui marcar a consulta para aquele mesmo dia. Peguei meu filho e fui com minha mãe junto.  Chegando lá, a primeira pergunta que fiz foi se meu filho ia morrer. Estava no auge do meu desespero. Expliquei tudo o que havia passado com meu filho na maternidade até chegar ali. Ela me acalmou e me explicou tudo. Ela falou que a laringomalacia era "causada pelo hipotireoidismo", assim como icterícia e hérnia umbilical. 

Perguntei a ela porque na maternidade não nos deram a opção de fazer o teste do pezinho amplificado. Se soubesse, teria feito. E, o mais importante, porque eles demoraram tanto para dar o resultado. Ela não respondeu. Mas não queria discutir, afinal, a médica não tinha nada a ver com isso. Juro que minha vontade era ir na maternidade e brigar, processar, fazer sei lá o que. Pois, por um erro deles, meu filho poderia ter ficado com sequelas. Falam tão bem do convênio e, mesmo assim, cometeram esse erro absurdo. Mas não fui porque não tinha forças. Eu estava emocionalmente e psicologicamente abalada. 

Troquei de pediatra quatro vezes. Uns não sabiam o que era laringomalácia e outros disseram que meu filho ia ficar retardado. E sim, foi exatamente essa palavra que escutei algumas vezes. Eu, como mãe de primeira viagem, me desesperava. Mas resolvi buscar conhecimento e não aceitei aquilo. Por isso troquei de médico. Também fui em cinco otorrinos porque alguns não tinham conhecimento no assunto e outros estavam mais perdidos que eu. 

Com um mês e meio o estridor aumentou muito. Levei Miguel ao médico e ele diagnosticou uma bronquiolite. Decidiram interná-lo para melhorar respiração. Depois de três dias tivemos alta e quase não se ouvi mais estridor. Apenas quando mamava, chorava ou ficava muito agitado. Mas com três meses o estridor piorou muito e me desesperei de novo. Não encontrava um bom profissional para avaliar e acompanhar meu filho, mesmo no convênio. Levei ele ao médico e, mais uma vez, internaram ele.  Disseram que era para aliviar a respiração porque ele  estava muito cansado para mamar. 

Foram seis dias de internação na uti e chegaram a falar em fazer uma traqueostomia no Miguel. Falei que só permitiria se fizessem um exame que comprovasse a necessidade. Eu sentia que não era preciso, pois a oxigenação dele em momento algum estava alterada. Falaram que ele tinha alguma síndrome e colocaram tantas doenças no meu filho que eu pensei que ia ter um treco.  Era meu primeiro filho e, com três meses de vida, já tínhamos passado por tantas coisas. Agendaram o exame com otorrino. 

Assim que me falaram, me ajoelhei ao lado do meu filho e supliquei a Deus que fizesse a vontade dele, pois não aguentava mais meu filho tão pequeno passando por tudo isso. Intenções, picadas de agulhas, sonda que saia o tempo todo, dificuldade pra achar veia, várias internações seguidas. Chegou o otorrino para fazer o exame e, para nossa felicidade, não era nada daquilo que tinham me falado. Ele não precisaria de traqueostomia e também não precisava estar ali. O médico deixou bem claro que foi uma internação que não deveria ter acontecido e que o estridor tinha aumentado porque ele estava crescendo e, consequentemente, a demanda respiratória era maior e que isso era de se esperar. Esse otorrino me explicou tudo, me orientou e começamos a fazer o acampamento trimestral com ele. Foi literalmente Deus que o colocou em nossas vidas. Depois disso, nunca mais Miguel ficou internado e, sempre que precisava, eu ligava para ele e ele me orientava. Foi uma comoção geral nossa alta! Todas as enfermeiras, técnicas e algumas médicas se emocionaram conosco.

Sobre o hipotireoidismo, Miguel fazia exames de sangue a cada três meses. Se desse alterado, fazia antes. Ele tomava remédio, em jejum, todas as manhãs. Eu estava exausta com tudo aquilo. Exames, médicos, internações e, para piorar, meu filho teve hipotonia. Levei ele ao neurologista que me disse ser normal para bebês que tem hipotireoidismo. Disse que, com as seções de fisioterapia e com o uso da medicação, tudo iria passar. Começamos a fisioterapia com três meses e meio. A endócrino me confirmou que o hipotonia pode ser um dos sintomas do hipotireoidismo. Ela pediu para que passasse em um geneticista para tirar minhas dúvidas. Marcamos o geneticista e fizemos dois exames genéticos. Nenhum acusou nada. O geneticista também falou que tudo o que estava acontecendo era por causa do hipotireoidismo e que fazendo o acompanhamento certo, tudo ia dar certo. 

Encontrei o grupo da laringomalácia na última internação de Miguel, quando ele tinha três meses. Foi uma das coisas me ajudou a ficar em pé. Relatos, mensagens positivas e suporte. O grupo foi uma luz no fim do túnel. Encontrei, também, o grupo do hipotireoidismo congênito que me ajudou demais. Foi um alívio. Com seis meses meu filho teve alta da fisioterapia e já estava fazendo exatamente o que um bebê de seis meses fazia. Realmente, pra quem faz o acompanhamento certo, tudo se resolve. Íamos apenas 2x por semana nas sessões e ele teve alta super rápido, graças a Deus! Depois disso, todos os marcos do desenvolvimento ele atingiu no tempo certo. Ele sentou, engatinhou e andou dentro do que é esperado para crianças de sua idade.

O estridor começou a diminuir com sete meses, mas não desapareceu. Até os sete meses, pessoas olhavam torto para Miguel na rua por causa do estridor. Até os sete meses, vivemos com médicos desestimulando a amamentação, com os engasgos, os roncos, o refluxo e a APLV. Íamos certinho a todas consultas com otorrino e fizemos o exame a cada seis meses até Miguel ter um ano e meio. Depois só repetimos o exame agora, com dois anos e cinco meses. Vimos a melhora gradativa, sofrida. Mas, aos poucos, ela chegou. Sobre o hipotireoidismo, não vejo diferença entre meu filho outras crianças. Ele brinca, corre, interage, é inteligente, amoroso, engraçado. Sim, ele é uma criança como qualquer outra.

Hoje fazemos acompanhamento com fono pois, ele apresentou um atraso na fala. A fono acredita que isso aconteceu devido a pandemia já que ele está privado do contato com outras crianças. Passamos em três fonos e todas concordaram com isso. Esses dias, passamos no otorrino e ele falou que Miguel está curado da laringomalácia. Chorei como uma criança. Minha vontade era gritar para o mundo! Passou um flashback na minha cabeça de todos os momentos de desespero até finalmente ouvir essa tão sonhada frase " ele está curado". Não sabemos se meu filho tomara o remédio de hipotireoidismo para sempre, pois o exame é feito após os três anos de idade. Mas tenho fé em Deus que ele também ficará curado disso. 

Agradeço primeiramente a Deus que nos abençoou e nos fortaleceu dia após dia. Agradeço ao apoio do meu marido. Agradeço ao apoio dos meus pais, irmãos e sogros que me ajudaram no momento que mais precisei. Agradeço aos grupos.  Eu oro todos os dias por vocês, por cada família aqui presente. Meu relato é apenas um pouco do que passamos até chegar aqui. Hoje, estou aqui para  afirmar que realmente vai passar. Tudo passa! Tenham fé, independente da sua religião, acreditem que Deus vai abençoar.  Contem comigo para o que precisarem, mesmo com a cura de Miguel, pretendo continuar no grupo, pois assim como fui acolhida e ajudada quero fazer o mesmo. A todos minha eterna gratidão. Que Deus abençoe a cada um de vocês! 

By mamãe Karine

Miguel com dois anosMiguel aprendendo a andar de bicicleta 

Miguel no dia do nascimentoMiguel chegado em casa

Miguel com três mesesMiguel com oito meses

Miguel com um ano e três meses 

Publicado em 07/10/2021

sábado, 14 de novembro de 2020

Willis: a vida sempre continua

Há um ano, me despedi da minha mãe. Sofri muito com a morte dela. Após 02 meses, descobri que estava grávida. Foi realmente uma surpresa, pois tomava anticoncepcional há 04 anos e já estava com 08 semanas de gestação. Começou aquela correria: ultrassom, ansiedade, enjoo, vômitos e tudo que uma gravidez tem direito. Meu menininho estava a caminho! Chegou o tão esperado dia, 29 de julho. Meu príncipe nasceu de parto natural, lindo, com 40 semanas, 3,680kg e 49 cm as 13h e 50 min. Foi o melhor momento da minha vida quando ouvi aquele chorinho e sentir aquele cheirinho que tanto sonhei. 

Logo após o nascimento, ele parecia bem cansadinho. Willis foi colocado no oxigênio. Depois, ele ficou bem e veio comigo. Ficou no meu peito, mamou e do nada ficou roxo. Ele ficou roxinho. Gritei, o médico veio e foi onde tudo começou. Ele foi intubado pela primeira vez. O médico disse que, a princípio, como ele fez cocô na barriga e aspirou, poderia estar com uma infecção. Então fizeram todos os tratamentos, tiraram ele do ventilador e fomos para semi-intensiva. De início ele ficou bem. Foram ao todo 17 dias. Depois ele acabou retornando a UTI,  pois o médico percebeu que havia um apito, um estridor estranho e, por isso, resolveu acompanha-lo mais de perto. Foi então que ele fez a primeira parada.

Começaram um milhão de exames para saber o que aconteceu. Todos os exames estavam ok. Tentaram extubá-lo  novamente, sem sucesso. Após um longo tempo, viram que ele estava melhor e, quando ele mesmo extubou, deixaram ele sem tubo. Ele parecia ótimo, aquele estridor tinha sumido. Nesse altura o médico já falava em Laringomalácia, mas não tínhamos acesso ao exame para comprovar o diagnóstico. Ele foi novamente para a semi-intensiva e o estridor voltou (bem alto). Ele estava bem, então o médico decidiu observar. Afinal, o estridor ia sumir com o tempo. Passaram-se os dias, ele parecia melhor, sem ajuda de nada, de nenhum aparelho. Estava tomando leite na mamadeira e faltavam apenas 03 dias para irmos para casa. Até que ele teve mais uma parada e, dessa vez, acompanhada de uma convulsão.

O médico quis fazer a traqueostomia, mas eu não quis. Achava ele muito pequeno. Ele Foi transferido para a UTI pediátrica e aguardando mais resultados de exames. O médico que estava acompanhando ele agora não quis fazer a traqueostomia. Ele queria tentar algo menos invasivo. Ficamos esperando a broncoscopia para saber exatamente onde estava a obstrução e qual era realmente o problema. E ficamos muito tempo de mãos atadas, esperando pelo exame de broncoscopia que, segundo eles orientavam no hospital, nenhum local estava fazendo por conta da pandemia. 

Meu príncipe Willis, de apenas 03 meses, já tinha passado por tantas coisas. Passou por paradas, intubações, extubações e ficou muito tempo no tubo. Depois de muita espera, pedidos e reclamações, finalmente providenciaram a broncoscopia. Meu filho foi diagnosticado com Traqueomalácia. E como se sua traqueia ficasse como uma bexiga murcha e babada, toda grudada. E esse colapso impedia que o ar pudesse fluir livremente. Decidiram fazer a traqueostomia.

Pra mim, a traqueostomia era um bicho de sete, oito, nove e todas as cabeças possíveis. Até que eu presenciei uma das paradas do meu filho, a última que ele teve. Ficou parado por 07 minutos e convulsionou logo após voltar. Quase perdi meu filho aquela tarde. Então comecei a ver a traqueostomia não mais como um bicho e sim como um anjo que salvaria nossas vidas. 

No início do mês ele fez a traqueostomia. Ainda ficou um tempo no respirador e sedado porque tentou até arrancar a traqueo 🙄. Mas está indo muito bem! Hoje ele já não precisa mais do oxigênio. Graças a Deus deu tudo certo e, depois de quase 02 meses, eu consigo ver o rostinho do meu filho, pegar ele no colo e sentir que ele aqui comigo. 

Quis fazer esse depoimento para pessoas que, como eu, acham que a vida vai acabar por causa de um buraquinho no pescoço. E, na verdade, existe vida através desse buraquinho, que é tão pequeno e, até mesmo, insignificante. Porque ele significa muito pra nós. A recompensa é grande e vale muito a pena.  A vida sempre continua. Nunca deixe de sonhar 🙏❤  

By mamãe Carol Martins

Vivendo com LaringomaláciaVivendo com Laringomalácia


Vivendo com LaringomaláciaVivendo com Laringomalácia

Vivendo com Laringomalácia

Publicado em 14/11/2020

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Estela: sempre ao meu lado

Hoje resolvi falar um pouquinho após alguns meses de nascimento da minha caçulinha Estela. Tão delicadinha, meiga, atenta e esperta. Veio num momento difícil em meio ao início da pandemia. Mas esteve sempre cercada de muito amor.

Ao nascer, escutamos um barulho constante, angustiante e preocupante. Os médicos diziam ser resto do parto e que logo passaria. Mas isso não aconteceu.O barulho aumentou e seguia acompanhado de engasgos e vômitos. Começamos uma saga em busca de respostas, e a pequena nem com um mês de nascimento. Muitos médicos não estavam atendendo até então (por causa da pandemia).

Depois de conseguir a consulta, tivemos um diagnóstico: laringotraqueomalacia. A laringomalácia é malformação congênita na laringe. E, entre outros sintomas, provoca um estridor constante (e angustiante) que é característico da LM. Fizemos um exame de vídeo, onde se confirmou o diagnóstico. Ela tinha LM moderada, sem necessidade de cirurgia (graças a Deus). Sim, sou mãe de uma criança com laringomalácia, que requer cuidados e atenção constante. Junto com a LM, tem o refluxo que se apresenta forte. A sua irmãzinha, Eliza, já sabe da condição da Estela e dos cuidados com ela. Seu carinho, afeto e amor com a bebê é incrível e lindo. Me deixa muito orgulhosa ❤️

Infelizmente muitos profissionais no Brasil sabem muito pouco sobre essa condição. Numa noite ela engasgou feio (não gosto nem de lembrar). E, em meio a tantas dúvidas, questionamentos e angústias, conheci um grupo que me ajudou e ensinou muito. Mas sempre parece que sei pouco ainda (risos). Hoje participo do grupo e agradeço muito por encontrá-lo. Agradeço também a minha família, meu marido, minha irmã, meus pais que estão sempre aqui ao meu lado. 

Agradeço a equipe médica que tem acompanhado a Estela, pediatra, otorrino e gastro. Sim, vamos seguindo e tentando melhorar cada dia mais a qualidade de vida dela, esperando que tudo isso passe logo. O prognóstico é muito bom e a expectativa é de que a laringomalácia melhore até os dois anos de idade. Essa é a minha esperança, essa é a nossa esperança! E, enquanto isso, seguimos as consultas e os cuidados. Seguimos com muito, muito amor e paciência 🥰🙏

O estridor nos acompanha na maior parte do tempo durante o dia e algumas vezes durante a noite. Tem vezes que ela fica cansadinha e com respiração ofegante. Tem os vômitos e engasgos 😟 É muito angustiante. Mas quando eu olho para ela e vejo essa risada maravilhosa, a irmãzinha dizendo "mamãe tá tudo bem", a gente vai se recuperando e agradece! Em nenhum momento até hoje me questionei o porquê e nem nunca reclamei. Já presenciei crianças com o mesmo problema no grupo em estado muito grave. 

Eu aprendi muito e aprendo todos os dias com as minhas preciosidades Eliza e Estela. Meu marido ajuda muito, principalmente nos engasgos. Meu pai vai comigo nos médicos e minha mãe ajuda olhando a Eliza. Minha irmã está o tempo todo presente dando seu apoio em tudo. Conto com muitos amigos e família. Conto com nosso grupo. Graças a Deus, não estamos só!

Não é fácil. Muitos profissionais dizem que é só ter calma que vai passar. Seguimos observando, numa angústia que parece não ter fim. Uma angústia que só quem vive com LM sabe o que é. Só quem vive com laringomalácia sabe os medos que passamos, conhece os engasgos que deixam a gente sem chão. Mas ao mesmo tempo sinto que toda essa experiência nos fortalece. A Estela é linda, por fora e por dentro, uma guerreira. Quanto a mim, minha irmã, meu marido e minha família, todos estamos crescendo, aprendendo e amadurecendo ainda mais. E apesar de tudo só tenho o que agradecer. Tem dias que sento e choro, outros eu só paro e sei que vai passar. Ela é uma benção. Acredito que Deus sempre faz o melhor. 

É difícil escrever tudo isso. Já escrevi outras vezes e apaguei. Muitas pessoas próximas não sabem desse condição dela. Temos poucas visitas por conta da pandemia. Imaginem meu medo com as duas meninas aqui com problemas respiratórios (Eliza tem bronquite). As vezes precisamos crescer na dor pra conseguir exteriorizá-la. Precisamos aprender com os medos para poder ajudar outras pessoas. Precisamos continuar acreditando que vai passar.

By mamãe Ligia
@ligiaamorimmendes

Estela    Estela

Postado em 04/09/2020