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Mostrando postagens com marcador Vivendo com Laringomalácia. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 19 de julho de 2023

Seja bem-vindo

Vivendo com Laringomalácia é um projeto feito com muito amor. Nosso objetivo é ajudar você a entender e aprender sobre a laringomalácia, compartilhar experiências, dar apoio e suporte as famílias que vivem com laringomalácia. Estamos aqui para você 💕

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Laringomalácia
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

👉 Quem somos
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Carol Vitola - (51) 99304-2159
contato@laringomalacia.org


Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

Publicado 24/02/2018
Atualizado em 16/07/2023

terça-feira, 18 de julho de 2023

Laringomalacia memes

Post dedicado ao humor 😆😉 Coletânea de alguns dos memes das nossas redes sociais.

Explicando o histórico médico
- Ok Doutor, senta que lá vem história...


Ainda bem que é só bebê chorando
Afinal, com o "espírito maligno" você pelo menos pode (tentar) negociar.


Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

👉 Quem somos
Como podemos ajudar você
- Vivendo com Laringomalácia
- Olá
Nossa abelhinha Helen
Juntos somos mais fortes
Minha Felicidade depende da sua
Cada segundo é um pedaço de nossas vidas
Só o amor é real
Em memória da Manu
Profissional: o que podemos fazer por você
- O silenciamento de uma dor
- Muito mais que apenas um estridor 
Toinha: sempre presente
Passado e futuro
- O amor é uma luz que não se apaga
A saudade só não é maior que o verdadeiro amor
Tudo novo... De novo!
Sete anos do Dudu
Laringomalácia memes
A desinformação da informação
Publicado em 18/07/2023

domingo, 16 de julho de 2023

Médicos do Dudu

Uma pergunta recorrente desde que iniciamos os grupos e o projeto Vivendo com Laringomalácia, é quem são os médicos que atendem e acompanham o Dudu e em quais clínicas e hospitais eu levo ele.

Médicos do Dudu

Resolvi criar uma lista separada das nossa lista de indicações (mas vocês encontrarão todos eles na lista da ONG também) porque acho bacana divulgar quem são os especialistas e os locais que cuidam do meu filho. Profissionais e serviços que escolhemos com todo carinho e que nos entregam muito mais do que um atendimento excelente e cuidam muito bem de nós ❤️

Para quem está em outro estado, que não tem acesso aos médicos de Porto Alegre, fiquem tranquilos que nas listas da ONG também cada nome é escolhido com muito cuidado e carinho. São profissionais que eu também confiaria o meu filho. 

Para quem é de Porto Alegre, esses são os nossos queridos e maravilhosos profissionais. São "os caras" que cuidam da gente. E sim, eles são os melhores 💕

Dra Andrea Kiss (genética médica)
Ambulatório -  Hospital da Criança Santo Antônio
Avenida Independência, 155 - Centro
Porto Alegre - RS
(51) 32148000

Dra Anice Metzdorf (pediatra)
Rua Felipe Neri, 312/201 - Auxiliadora
Porto Alegre - RS
(51) 3332-5507

Dra Ariane Backes (cirurgia pediátrica / transplante hepático)
Rua Mariante, 180/501 - Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS
(51) 99594-6767

Dr Daltro Luiz Alves Nunes (gastropediatra)
Rua Gomes Jardim, 301/710 Torre A - Santana
Porto Alegre - RS
(51) 2500-7200

Dra Débora Götze (gastropediatra)
Rua Gomes Jardim, 201/502 Torre B - Santana
Porto Alegre/RS
(51) 3737-7909
http://www.tuiuiupediatria.com.br

Dra Denise Manica (otorrinopediatra)
Av Independência, 1183/1408
Porto Alegre - RS
(51) 3737-0077

Dra Iara Lucena (ecografia)
Rua Dr Armando Barbedo 425/510
Porto Alegre - RS
(51) 99956-7431
http://www.clinicalucena.com.br Dr José Carlos Soares de Fraga (cirurgia pediátrica / cirurgia torácica)
Av Carlos Gomes, 1492 - Sala 1109 - Petrópolis
Porto Alegre - RS
(51) 3372-9990

Dr José Faibes Lubianca (otorrinopediatra)
Rua Dona Laura, 320/9 andar - Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS
(51) 3029-3399
http://www.otorrinospoa.com.br Dr José Flávio Petersen Velho (cardiologia pediátrica) Centro Clínico da PUCRS Av Ipiranga, 6690/515 (51) 336-3934 Dr Marcelo Schilling Sardi (otorrinolaringologista)
Rua dos Andradas, 1781/1906 - Centro Histórico
Porto Alegre - RS
(51) 3226-4320

Rua Ramiro Barcelos, 910/804 - Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS (51) 3311-5457

Hospital Moinhos de Vento
Rua Ramiro Barcelos, 910 - Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS
(51) 3314-3300
http://www.hospitalmoinhos.org.br

Unimed Porto Alegre
Shopping Total
Av Cristóvão Colombo, 545 - Floresta
Porto Alegre - RS
(51) 2136-4100
http://www.unimedpoa.com.br AVISO: essa lista foi elaborada com os nomes dos médicos e serviços de saúde que atendem e acompanham o meu filho, com o objetivo de servir de referência e facilitar o acesso ao atendimento especializado. A ONG Vivendo com LM não se responsabiliza pelos serviços prestados por profissionais e/ou estabelecimentos de saúde.

👉 Profissionais que recomendamos
Otorrinolaringologistas Pediátricos
- Cirurgia Pediátrica (traqueomalácia)
- Outras especialidades
- Médicos do Dudu

Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

Publicado em 16/07/2023

terça-feira, 4 de julho de 2023

Como organizar os exames do seu filho

Antes da consulta

- Leve o cartão da criança. 
- Anote os nomes das medicações que faz/fez uso;
- Separe todas as receitas médicas;
- Separe todos os exames realizados; 
- Anote suas dúvidas e os sintomas que você percebe;
- Faça vídeos pequenos dos momentos que você acha mais críticos.

 
Vídeo - como organizar os exames do seu filho

Importante

- Tudo pode estar interligado. Cada detalhe conta.
- Tenha histórico e dados médicos organizados. Facilita muito.  
- Vídeos são importantes. Os sintomas as vezes somem na hora da consulta.
- Pergunte sobre o que preocupa você. Aprenda sobre a condição do filho. A consulta é o melhor lugar para isso. 

Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.


Publicado em 16/07/2023

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

A desinformação da informação

A internet, muitas vezes, é a desinformação da informação. 

Depois de um certo tempo nesse ramo, continuo pensando que o melhor remédio para informações ruins é a informação direcionada, acessível e de qualidade. A proposta por aqui nunca foi "caçar bruxas". Até porque tem muita besteira na internet e haja caçadores 🤦‍♀️🙄😂😭 Mas a gente sempre tenta dar um toque pro pessoal, lá e cá, pacientes e profissionais. Sabemos que a grande maioria é super bem intencionada. Mas é aquilo né? De boas intenções... 

E com tanta besteira que se lê e fala por aí, muita gente não tem ideia de como é difícil manter um grupo na linha. Como muitos sabem, não sou a maior fã de grupos de whats e mantenho o da laringomalácia por uma questão tipo "se eu parar, alguém vai sempre montar e o critério poderá ser não ter critério". Por isso faço uma força imensa pra não fechá-lo. Porque sei que ele faz muito mais bem do que mal. E o mal nós estamos ali para mitigar. 

Como paciente, como mãe de paciente e como presidente de ONG, eu participo de alguns grupos. A maioria no Facebook, meu formato ainda preferido, porque você entra, olha, pesquisa exatamente o que quer, etc. E grupos podem ajudar muito. Por exemplo, quando comecei a primeira medicação (imunobiológica) foi graças a o vídeo de um paciente que percebi que a injeção fazia um enorme estalo na aplicação. Se eu não tivesse visto, teria tido um treco na hora porque o barulho era muito alto. Sobre outra medicação, li o relato de outras pessoas dizendo que a aplicação dói (e como dói). Então pude me preparar emocionalmente na primeira vez.

E são coisas que só quem faz sabe como é. Só quem usa o sapato sabe bem onde ele aperta. 
Até o representante do laboratório, quando fez uma chamada comigo, estava por fora que tal medicação teve alteração na fórmula e, em breve, não terá mais o componente que causa a dor absurda na aplicação. E eu sabia porque vi no grupo de pacientes. 

Grupos, bem conduzidos e bem usados, tem muito valor. Mas, quando envolvem crianças e questões pouco conhecidas, são um enorme desafio para quem os administra. Ainda mais quando você realmente se importa com o impacto que as informações trocadas ali tem. Eu tenho uma proposta na qual o grupo é uma importante parte. Mas quero salientar o "nível" de grupo ao qual me proponho. Muitas pessoas não gostam de mim por causa disso (inclusive). Eu sou muito (muito) chata quando se trata dos nossos filhos. 

Porque num grupo, a pessoa que escreve geralmente tem uma ótima intenção. Mas, quando outra pessoa lê, ainda mais se estiver desesperada, ela pode interpretar de outra maneira. E eu jamais me perdoaria se algo ruim acontecesse com base em qualquer coisa que a pessoa leu dentro de um dos nossos grupos. E, mesmo cuidando, as vezes passa. Então, eu tenho que correr atras no privado, conversar, explicar. Fora que algumas vezes você demora pra ficar sabendo. É um saco, sou tipo o "advogado do diabo" impondo regras ou a "bruxa má" que não deixa a pessoa falar do jeito que quiser. Preciso exagerar em algumas coisas pra evitar "mal entendidos". É isso!

Prazer, sou "a" chata. Mas sei que é assim mesmo quando se é a pessoa que fala o que os outros não querem (mas deveriam) ouvir. Quando você é a pessoa que precisa impor limites. Muita gente procura o grupo porque quer ter um "parecer" do filho. E lógico, seria perfeito se fosse possível ver um vídeo e dizer "tá tudo bem, fica tranquilo". Mas não é! E tem casos que nem quando o otorrino é "o cara", best médico especialista ever, avaliando a criança até do avesso, consegue saber tudo de primeira. Imagina o que sobra pra gente! 

Existe muita seriedade por tras de todo esse projeto. São anos das nossas vidas, cuidando e zelando pelas crianças, famílias e profissionais de saúde. Então garanto que cada regrinha tem motivo. E, infelizmente, alguns tristes. Por isso prefiro mil vezes lidar com frustrações do que com mensagens de mães que tiveram sérios problemas com os filhos porque "seguiu uma orientação que leu na internet". A segurança dos bebês está acima de tudo.

Também saibam que é muito tenso, para mim, ter que explicar certas coisas. Por exemplo, o por que da nasofibrolaringoscopia ser um exame necessário para fechar o diagnóstico da laringomalácia. Muitas vezes, a pessoa chega e fala que "o médico falou que não era necessário" ou "o médico disse que era um exame perigoso". E acontece. E acontece muito mais do que muita gente imagina. Então, várias vezes eu tenho que me virar nos 30 pra explicar, cuidando cada palavrinha que eu falo. Porque eu jamais vou falar algo do tipo "- o médico xyz" está errado. Todo mundo sabe que aqui eu defendo os dois lados, pacientes e profissionais. 

Empoderar o profissional de saúde, pra mim, é um ponto muito importante.
 Já perdi amizades por causa disso, inclusive. Eu icentivo as pessoas a questionarem tudo que elas tem dúvida. Mas fazer o médico parecer o inimigo, é algo que eu não faço e não apoio. Até porque eu não acredito nisso. Então, é uma saia justa total ter que ser a pessoa que diz: "- você devia procurar outra opinião", acreditem. 

Já vi diversas (enfase no diversas) situações delicadas com condutas controversas nos ultimos 06 anos. É complicado. E quanto mais você sabe, mais tem obrigação de orientar que a pessoa busque alguém qualificado de fato. E fazer isso sem magoar ninguém é realmente é difícil. Mas o certo é o certo e eu sempre vou dizer o que eu gostaria de saber se fosse o meu filho. E tenho certeza que todos quem tem filhos, leigos ou profissionais de saúde, entendem isso. 

Eu invisto muito tempo, amor e dinheiro na ONG. No fim do dia, quando todo mundo põe seu celular no silencioso e cuida do seu filho, eu continuo aqui, tentando estar presente ao máximo de pessoas possível, pelo máximo de tempo possível. Nunca olho para outros projetos critico algo. E, se eu tivesse que questionar, conversaria com o administrador. É uma boa dica para que, sem querer, você não "pise" no trabalho e na dedicação de outras pessoas. Isso chateia. Isso não é sinceridade. Isso é falta de consideração.

Então, antes de julgar, de criticar, de cometer um "sincericído" sobre o trabalho de outra pessoa, sejam grupos, iniciativas ou mesmo profissionais de saúde, tenha um pouco de educação e percepção de que você não pode falar sobre o que não conhece. Que você não deve falar sobre o que você não faz e que o mundo não gira em torno de você. O único ser humano perfeito, é aquele que não faz nada. 

Mas é como dizem por aí, "nem Jesus Cristo agradou todo mundo". Então, eu é que não tenho essa pretenção.

Para construir alguma coisa (de verdade) você precisa se empenhar, acertar, errar, voltar atrás, continuar. Você precisa FAZER alguma coisa. Porque é só assim que você ajuda (de fato) outras pessoas na vida. L
embrem-se que a gentileza é uma coisa gratuita e todos devem usar sem moderação. O mundo agradece!

Fake News

Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.

👉 Quem somos
Como podemos ajudar você
- Vivendo com Laringomalácia
- Olá
Nossa abelhinha Helen
Juntos somos mais fortes
Minha Felicidade depende da sua
Cada segundo é um pedaço de nossas vidas
Só o amor é real
Em memória da Manu
Profissional: o que podemos fazer por você
- O silenciamento de uma dor
- Muito mais que apenas um estridor 
Toinha: sempre presente
Passado e futuro
- O amor é uma luz que não se apaga
A saudade só não é maior que o verdadeiro amor
Tudo novo... De novo!
Sete anos do Dudu
Laringomalácia memes
- A desinformação da informação

Escrito em 22/09/2022
Publicado em 19/07/2023

domingo, 9 de maio de 2021

Amor de mãe

Nem sempre você pode ver ou tocar. Mas você sente!

Mãe, derivada do latim "Mater", palavra que na língua portuguesa tem apenas três letras e um significado incalculável. Em homenagem as mães que passaram por UTI/CTI e em especial as mamães de bebês com laringomalácia.

Assim que eu dei a luz eu não pude pegar a minha filha no colo. Não aconteceu aquele momento tão esperado. Nós tivemos que ir correndo para um outro hospital porque ela era prematura extrema e, naquele hospital, não teria a assistência necessária. Assim que eu dei a luz, eu não tive repouso. Eu não usei a cinta pós parto e muito menos voltei ao meu ginecologista após uma semana. Eu estava numa UTI com a minha filha e a prioridade sempre seria ela.

Assim que eu dei a luz, a luz veio. E pouco importava se parir era uma das piores dores do mundo, pouco importava se o corpo mudou e muito provavelmente não voltaria a ser o mesmo. Era só olhar para a luz, a minha luz, era só sentir aquela mãozinha que segurava o meu dedo que tudo valia a pena. Essa luz se chamava Manuella, e era a luz mais linda que eu já vi. Ela quis vir antes ao mundo, nasceu com um quilo seiscentos e cinquenta e quarenta e dois centímetros.

Estar numa UTI onde eu não conhecia ninguém e ainda longe de casa, não era nada como imaginei. A ideia era ter ela e ir pra casa. Bom, nem sempre tudo acontece como planejamos. Os dias foram se passando e finalmente eu pude pegar ela no colo e foi a sensação mais maravilhosa que eu senti na minha vida. Eu estava segurando meu mundo nos braços! Ela era tão pequena e eu ainda meio sem jeito. Mas foi perfeito, tudo parecia certo, eu sabia e sentia que minha missão era ser mãe de um milagre e eu não conseguia entender como eu vivia antes dela.

Comecei a amamentar e tudo indicava que a alta hospital logo viria. Eu estava tão feliz! Não via a hora de levá-la para casa e de mostrar o mundo a ela. Eu imaginava muitas coisas para nós duas. Mas Manu teve uma piora. Não estava saturando bem, começou a respirar com dificuldade e fazia um barulho tipo um ruído. Os médicos não sabiam muito a respeito e muito menos eu. Me senti impotente. Se eu pudesse trocar de lugar com ela eu trocaria. E o sonho de ir para a casa continuava sendo uma realidade distante.

Mudamos de hospital novamente. Começaram a investigar o que ela tinha e, enquanto isso, eu aproveitava cada minuto com ela. Eu sempre soube aproveitar bem e fazia nossa vida limitada em um quarto de UTI se tornar mágica. Eu decorava o quartinho, fazia realmente parecer um quarto e não um leito de hospital. Manu era realmente uma boneca. Até às enfermeiras iam no nosso quarto ver com qual roupinha ela estava hoje e com qual roupa de cama eu deixei o berço. Ela estava sempre feliz e, se ela estava feliz, eu também estava.

Os exames chegaram e ela foi diagnosticada com laringomalácia. Eu nunca tinha ouvido essa palavra na minha vida e nem sabia pronunciar direito. Mas a única coisa que importava, para mim, era saber se ela ficaria bem. Então eu comecei a pesquisar sobre isso e não encontrei nada no Google na época. Por sorte, no Facebook, minha mãe e eu encontramos o grupo. E foi nesse grupo que conheci outros bebês que tinham laringomalácia. Acreditei que, mesmo com dificuldade, tudo poderia dar certo no final. 

Mudamos de hospital novamente. A Manu faria avaliação com especialistas em laringomalácia. Eu estava esperançosa! Foi uma jornada difícil, com muitas idas e vindas de vários hospitais. Eu pude conhecer muitas mães e, juntas, uma dava força para outra. Desde comer uma pizza na sala de espera a conversas e abraços em meio a choros. Só nós sabíamos o que estávamos passando. Só nós sabíamos como era desesperador ouvir o monitor apitando quando a saturação caia e como era maravilhoso ver a evolução de nossos filhos. Nunca era menos um dia, sempre era mais um dia com nossos filhos. Sempre serei grata ao meu infinito.

Vi e conheci muitos bebês e vi muitas mães lutando por eles. Vi muitas provas de amor. Nem um pedido de casamento, com mil rosas caras, superaria o pedido de uma mãe por mais um dia com seu filho. Quem passa por uma UTI se torna indestrutível. E era assim que eu me sentia. Eu lutaria sempre pela minha Manu. Nem todas as mães que eu conheci voltaram para casa com seus bebês no colo. Mas, mesmo que elas não pudessem ver, seus bebês ainda estavam perto delas. Um amor assim atravessa todas as eras possíveis para continuar junto. O verdadeiro amor! 

Vocês acreditam em alma gêmea? Eu acredito e sei que a minha é a Manuella. Ela sempre foi e sempre será minha luz. Ela me ilumina, ela é tão imensa que voou. Mas ela é uma borboleta e eu sou o jardim dela. Então eu sei que ela sempre volta. Eu não sinto que a perdi porque ela faz parte de mim, assim como eu faço parte dela. Ela me transformou em quem eu sou e está guardada no meu coração. Cada vez que eu respiro, me sinto abraçada por ela. Eu entrei na área da saúde por ela. Manu me move, é a razão e o motivo de tudo. Ela me faz continuar, é a borboleta da nossa ONG. E sei que ela é a mudança boa desse mundo. 

Feliz dia das mães para mim, para a minha mãe, para você que está lendo, para as mães de UTI, para as mães de bebês com laringomalácia, para mamães de anjos, para todas as mamães, vovós, tias ou qualquer outra pessoa que exerce a função de amar. A maternidade é difícil. Educar e criar não é um mundo cor de rosa. Mas tudo vale a pena quando você não está sozinho. Tudo vale a pena quando você ouve "mamãe eu te amo". 

Nossos filhos são como nosso rastro no mundo, nossa herança e nosso orgulho. Se eu for falar tudo que Manu é para mim, não paro de escrever nunca mais. Sou completamente apaixonada por ela e até quem mora na China consegue sentir esse amor. Porque o amor de mãe é como um perfume. Você pode até não ver ou tocar, mas você sente. Obrigada por me fazer forte e por me fazer mãe. Feliz nosso dia! Hoje, amanhã e sempre. Afinal não somos mães somente um dia do ano. Somos mães todos os dias e com muita honra.

By Mamãe Mel

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Publicado em 09/05/2021