Segunda opinião - se você não está seguro sobre a indicação ou não da cirurgia, procure uma segunda opinião médica. Procure um otorrino que seja especializado em via aérea pediátrica e supraglotoplastia. Lista de otorrinos que recomendamos http://laringomalacia.org/otorrinos.
Entenda os riscos e benefícios da cirurgia - na medicina, tudo que se propõe a fazer no paciente tem risco de complicações. Inclusive, o risco de não fazer nada. A cirurgia está indicada nos casos graves, em que o bebê tem sintomas graves como apneia, engasgos, déficit de crescimento, cianose e/ou quedas na oxigenação. Procure um médico que tenha experiência no procedimento. Tão importante quanto realizar a cirurgia é saber como prevenir, identificar e tratar possíveis complicações. Além de questões referentes a anestesia e infecções, as principais complicações da cirurgia são estenose e falha do tratamento cirúrgico.
Sobre a recuperação - a recuperação geralmente consiste no manejo da dor e controle de infecções. Uso de oxigênio (se necessário), medicação e soro. As crianças são transferidas para a UTI pediátrica após a recuperação. Algumas crianças precisam ficar intubadas de 24h a 48h por causa do inchaço na via aérea.
Internação - confirme com seu médico, com o hospital e com o plano de saúde se está tudo ok quando a autorização da cirurgia e da internação. Confira também a disponibilidade do leito, o horário e o preparo para cirurgia. Confirme se existe algum tipo de co-participação ou honorários que você terá que pagar.
Conheça o hospital - mesmo que seja um tour virtual ou por telefone, procure conhecer um pouco sobre o hospital. Informe-se sobre os horários de visitas, sobre a acomodação e as refeições para o acompanhante, tanto na UTI pediátrica quanto no quarto. Também procure saber sobre o que é disponibilizado para vocês como toalhas, fraldas, material de banho, etc. Temos uma cartilha com mais informações em http://www.laringomalacia.org/tfd.
A cirurgia não cura a laringomalácia - ela é feita com objetivo de tratar os sintomas graves relacionados à laringomalácia. Algumas questões, como o estridor, só melhoram com o tempo. Pode ser que, mesmo após a cirurgia, ainda seja necessário fazer algum outro tipo de tratamento, como o do refluxo. A supraglotoplastia tem um alto índice de sucesso em crianças que não possuem outras alterações. Nesses bebês, sem outras comorbidades, o tratamento costuma ter sucesso com apenas um procedimento. Uma segunda intervenção poderá ser necessária caso a criança continue apresentando sintomas graves.
Você não está sozinho - no Brasil, somos mais de 1500 famílias vivendo com laringomalácia. Acesse nosso grupo em http://www.laringomalacia.org/grupo.
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
- Aprenda sobre laringomalácia. Entender o que está acontecendo pode ajudar a compreender melhor quais as dificuldades e as necessidades da família.
- Respeite as limitações. As limitações podem ser constantes ou variáveis, com altos e baixos. Não é frescura! Não faça visitas se estiver doente ou com sintomas de gripe. Lave bem as mãos e use máscara perto do bebê se a família preferir.
- Não deixe de mandar mensagens, telefonar, visitar e incluir a família em seus planos. Conviver com uma alteração que a maioria das pessoas nunca ouviu falar pode ser muito solitário. Converse e seja disponível.
- Evite comparações. Não existe "olimpíada da desgraça". Comprarar, menosprezar ou ignorar o sofrimento não faz ele passar. Escute, compreenda, tenha empatia. O que você diz pode fazer toda a diferença para alguém que enfrenta uma doença.
- Cuidado com a positividade tóxica. A pressão para manter o pensamento positivo a qualquer custo é prejudicial. Sentimentos ruins também precisam ser sentidos, acolhidos e trabalhados.
- Não julgue pela aparência. Nem toda doença reflete na aparência e isso não quer dizer que essas doenças sejam menos preocupantes ou potencialmente graves.
- Apoie as instituições e a criação de políticas públicas. Somente através do acesso ao diagnóstico, tratamento, estudos e pesquisas vamos garantir que cada vez mais as pessoas tenham todo apoio que precisam. Divulgue e participe!
- Ofereça ajuda com coisas do dia a dia. Ajuda com os outros filhos, com a casa, com o supermercado. Traga o jantar, faça um bolo, esteja presente.
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
- Leve o cartão da criança. - Anote os nomes das medicações que faz/fez uso; - Separe todas as receitas médicas; - Separe todos os exames realizados; - Anote suas dúvidas e os sintomas que você percebe; - Faça vídeos pequenos dos momentos que você acha mais críticos.
Importante - Tudo pode estar interligado. Cada detalhe conta. - Tenha histórico e dados médicos organizados. Facilita muito. - Vídeos são importantes. Os sintomas as vezes somem na hora da consulta. - Pergunte sobre o que preocupa você. Aprenda sobre a condição do filho. A consulta é o melhor lugar para isso.
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
Já dizia Albert Einstein: "Há duas formas para viver a sua vida. Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre". Foi a frase que veio a minha cabeça quando comecei a pensar na nossa história, de como vivemos com a Laringomalácia, criamos a página e chegamos até aqui.
Depois de passar por perdas importantes em 2015 e lidar com a Laringomalácia do Dudu em 2016, eu comecei a sentir a necessidade de praticar o que eu acredito: o bem. Chega um momento na vida que, justamente por viver algumas situações extremas, você se vê obrigado a rever seus conceitos e prioridades. Uma enorme luz se acende na sua cabeça: e você muda. De repente você começa a perceber o que realmente importa. Percebe que é possível fazer muito mais do que simplesmente existir. E então começa a sentir necessidade de contribuir (de verdade) com o mundo.
Escolhi levar muito a sério essa a questão de "ser a mudança que eu quero ver" e é justamente por isso você está acessando essa página e lendo esse post hoje. A alguns meses, eu resolvi dar propósito a todos aqueles momentos de dor, medo e solidão. Pensei que talvez eles pudessem inspirar uma coisa realmente boa e que ajudar outras famílias. E assim foi!
A Laringomalácia se tornou a maneira que eu encontrei de fazer a diferença e estar ali para ajudar as pessoas. Você não acredita na força que um relato pode ter até ver isso com seus próprios olhos e/ou ser a pessoa que precisa dele! A Laringomalácia é um tema difícil de se achar coisas (úteis) sobre. Lembro de quantas e quantas vezes procurei (e não achei) um blog, um post, um relato no fórum que tivesse continuidade. Eu só queria ver alguém que tivesse passado por isso.
A gente tem muita dificuldade em encontrar outras pessoas, em encontrar profissionais familiarizados com a Laringomalácia, em encontrar um norte! Você fica aflito sem saber o que pode/vai acontecer. E, mesmo num mundo onde você está a um clique de praticamente qualquer coisa, você se sente terrivelmente sozinho e você tem medo. Muito medo!
Eu não lembro perfeitamente de todos os detalhes. Acho que vamos apagando algumas coisas para nossa própria sanidade. Também a questão das noites serem (até hoje) um pouco mal dormidas porque o Dudu ainda acorda muitas vezes. Então a minha memória (que nunca não foi maravilhosa) foi ficando péssima. Hoje aceito isso e me tornei a pessoa das listas e agendas. Mas, mesmo assim, as vezes me perco em algo. Então me perdoem se eu pecar nos detalhes - estou tentando focar no principal.
O Dudu foi diagnosticado com laringomalácia por volta dos dois meses. Como na maioria dos casos, foi um pouco difícil chegar lá pois sabíamos que "algo errado não estava certo" mas não sabíamos exatamente o que. Ele dormia sempre a caminho da pediatra por isso chegava lá calminho, calminho e sem fazer um ruido sequer.
Quando o Dudu nasceu, não vi nada muito diferente. Só recordo que, na maternidade, percebi uma coisa que tem se mostrado muito comum nos relatos das meninas aqui nos grupos: a sensação de que ele estava com o nariz entupido (e que é atribuída ao líquido amniótico). Mas, como me explicaram que era normal, segui em frente.
Foram diversas consultas com a nossa pediatra porque algo não estava bem. Dudu estava incomodado. Mas, como comentei, ele sempre chegava na consulta sem estridor.
Eu, sinceramente, não lembro se eu dava tanta bola pro barulho propriamente dito. Acho que me preocupava mais o fato de achar que ele respirava mal, de ver seu pescoço afundando, de ter a impressão que ele parava de respirar as vezes quando estava dormindo (apnéia).
Outra coisa que eu fiz muito e é básico na vida pra quem vive com a LM: filmes!! Eu gravava muito ele. Notava que ele tinha muito desconforto e eu acredito que algumas vezes sentia dor (provavelmente pela questão do refluxo).
OBS: Quero deixar registrado que, além da Laringomalácia, Dudu foi diagnosticado com uma leve Glossoptose (grosseiramente falando, a língua dele tinha pouco espaço na boca). Então nem sempre todas as preocupações giraram apenas em torno da LM/refluxo aqui. Inclusive aproveito para lembrar que, apesar de muitos pontos em comum, na LM cada caso é um caso e tem suas particularidades que não serão iguais em todos os bebês. Então aprecie os depoimentos com moderação ^^
Cheguei a achar (obrigada, Google!) que o Dudu tinha convulsões. É impressionante o quanto a gente "viaja" procurando respostas pras coisas. Aprendi uma lição importante quanto a internet e a informação: elas devem ser aliadas. Se está perturbando e assustando você, não leia! A Laringomalácia por envolver uma questão muito delicada (respiração), independente da gravidade, já assusta por conta própria e não precisa de mais nenhum incentivo. Informação sem conhecimento para interpretá-la não agrega nada.
Não mergulhe de cabeça em artigos médicos porque, mesmo que você tenha algum conhecimento na área, eles são feitos para públicos bem específicos e podem acabar fazendo o efeito contrário. E uma coisa que deveria ajudar você se torna um "trampolim" fazendo seu emocional dar um salto direto para o fundo do poço. Na dúvida, o carro chefe SEMPRE deve ser o seu médico assistente. Ele é a pessoa que vai cuidar, tratar e resolver o problema do seu filho. Ele é a pessoa mais indicada a dar detalhes e informações sobre o seu caso.
Após o estridor finalmente resolver comparecer a consulta, fomos orientados a procurar um Otorrino (especialista na questão da Laringomalácia) e um Gastropediatra. Percebi que é nesse momento que a gente recebe muita informação em muito pouco tempo. Talvez por esse motivo acabou passando batido pra mim a questão do refluxo e da LM serem amigos próximos. Eu não entendi porque eu deveria tratar o refluxo no Eduardo para que ele melhorasse da Laringomalácia.
Pareço uma pessoa legal mas já fiz muita cara de "Barbie na caixa" (conhecido também como "sorria e acene") em consultas porque a ansiedade ia de 0 a 100 em segundos e, muitas vezes, eu não conseguia absorver tudo que era dito. Geralmente eu saia com o triplo de dúvidas do que entrava na consulta e mais "uns par" de nomes estranhos pra olhar no Google.
DICA IMPORTANTE: a consulta é justamente o lugar pra você tirar suas dúvidas. Não tenha medo de parecer bobo. O médico não vai achar você bobo. Também não é feio ter uma lista, anotar, perguntar de novo. Feio é ficar em casa sofrendo, pesquisando no Google (fail!) ao invés de estar curtindo seu bebê porque teve vergonha e/ou esqueceu de perguntar porque não se organizou. Tenha em mente que ter um bebê pequeno (por si só) já é desafiador e que tendo o plus da LM você terá um pouco mais de desafios pra encarar. Então aprenda o máximo de coisas sobre a condição do seu filho. Seu médico é cara que pode te ajudar a entender bem o caso dele.
Foi receitado para o Dudu um tratamento para refluxo. Tratamento esse que eu não segui a risca porque, como mencionei, não tinha entendido a relação do refluxo com a LM e também tinha medo de medicá-lo e fazer mal (sou culpada seu guarda! Pode me prender).
Resultado: ele piorou em todos os quesitos: estridor, respiração, apneia. Tudo isso culminou numa internação após um episódio dessas apneias na qual me pareceu que o Dudu ficou muito tempo sem respirar e eu não conseguia acordá-lo. Foi muito assustador pra gente (essa sensação acho que eu nunca vou esquecer).
No fim, chegamos a conclusão que houveram outros fatores que contribuíram para esse susto: o tratamento mal administrado, ele estava se resfriando, provavelmente estava na fase mais profunda do sono naquele exato momento.
Foram três dias de observação e, com a conclusão acima, com orientações e com o acompanhamento dos nossos médicos, voltamos pra casa. Eu estava mais aflita e com mais uns nomes novos pra coleção. No hospital, começaram o tratamento (de verdade) com a medicação para o refluxo. E que foi mantido (dessa vez) por mim.
O Dudu começou a melhorar. Após mais um ajuste feito pelo nosso gastro, a melhora foi absurda. Menos de um mês depois, os fantasmas da broncoscopia/necessidade de intervenção cirúrgica/algum outro problema associado foram embora da nossa vida.
Chegando nesse ponto, quero fazer duas observações:
1 - A cirurgia é o tratamento de escolha para casos graves de Laringomalácia. A supraglotoplastia é um procedimento considerado seguro quando feito por profissionais especialistas. Se o seu bebê tiver uma possível indicação cirúrgica, não fique em pânico. Pense que assustador é ficar assistindo seu bebê engasgando, e/ou não se desenvolvendo e/ou respirando mal. Realmente são poucos os casos que a intervenção realmente é necessária. Mas tenha em mente que, para situações em que for indicada, a cirurgia melhora a qualidade de vida do bebê e da sua família - além de evitar que seu filho corra riscos.
2 - Tratamento pro refluxo: essa semana bombou na internet o caso dos "perigos" do omeprazol. Eu não sou a favor de falar em medicações aqui na página. Mas dada essa situação, vou abrir uma exceção. Vocês não tem ideia de em quantas "notícias" sobre isso me marcaram. Fico triste de ver pessoas que tenham um coração tão pequeno e uma mente tão fraca a ponto de opinarem sobre um assunto tão delicado sem terem expertise para isso. Se o Omeprazol (ou seus primos) forem orientados PELO MÉDICO do seu bebê, garanto pra você que ele não está fazendo isso de forma aleatória, só porque é "bacana" ou porque ele tá afim de prescrever uma medicação. Existe um motivo: crianças com Laringomalácia podem se beneficiar do tratamento para refluxo sim! Então, ignore a internet e siga a recomendação médica. Tá em dúvidas sobre os efeitos do Omeprazol? Pergunte para o seu médico. Ele vai te explicar e tirar todas as suas dúvidas. Não tratar seu filho sim é que pode colocá-lo em perigo.
Eu tive muita sorte por morar numa cidade onde existem profissionais muito competentes e de ter uma pediatra maravilhosa pra conduzir tudo isso. Aqui temos otorrinos especialistas em Laringomalácia. Também tenho um gastro que foi decisivo na nossa jornada.
Dudu teve alta de seus otorrinos antes do primeiro ano. Ele ainda é acompanhado pelo gastro e ainda faz uso de medicação. O estridor diminuiu drasticamente desde que o tratamento fez efeito (por volta dos cinco/seis meses de idade) desaparecendo gradativamente e sumindo no mês passado.
Eu já nem notava mais barulho (acostuma né?) e na nossa última consulta, nossa pediatra chamou minha atenção para o fato de que não se ouvia mais nada na ausculta. Então acho que podemos dizer que o Eduardo, hoje com um ano e cinco meses, está a um mês oficialmente sem estridor.
Ainda temos nossa batalha com os sintomas do refluxo (que ainda está presente) mas estamos confiantes e recebendo muito carinho dos nossos amigos por aqui.
Durante todo esse tempo de blog, pensei em fazer um relato mais "a Laringomalácia e eu". Falhei! Depois de cinco meses de "Vivendo com Laringomalácia" não tenho mais como separar as coisas porque hoje esse projeto é a minha vida e minha vida é esse projeto. Além de cada pessoa que foi tocando nossa nossa alma durante todo esse tempo e que hoje é parte fundamental das nossas vidas. Quem me conhece sabe que coloco 100% de mim em palavra, cada áudio, cada ligação, cada e-mail, cada texto. "Você não está sozinho" não é apenas uma frase bonita: é no que eu realmente acredito. A minha felicidade depende de cada pequeno e de cada família que faz parte de tudo por aqui. Nossas histórias hoje se misturam. Vocês podem ter certeza que ainda sonho mais, farei mais e serei mais pra cada pessoa que vive com LM. Sempre com muito amor e carinho: mas também sempre com muita seriedade. Contem comigo! Sempre! Eu estarei lá pra cada um de vocês <3
Esse vídeo é do Dudu essa semana (novembro de 2017). Ele é o amor da nossa família! O cara que me ensinou que amar e cuidar das pessoas é o que realmente importa. E a todos que nos acompanham quero agradecer (de coração) por fazerem parte da nossa história 💗
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
Não sou grande fã de postar fotos e vídeos dos meus filhotes em redes sociais mas, como a causa é nobre, peguei alguns vídeos do Dudu e passei para o Youtube. O propósito aqui é que os pais vejam como era o estridor quando ele tinha dois meses e como está agora, depois do primeiro aninho. A primeira coisa que eu falo para todos que eu conheço a respeito da Laringomalácia, que estão no começo da caminhada, é que tudo vai ficar bem. Que tudo isso vai passar. Eu sei que é muito difícil acreditar no início mas eu prometo que dará tudo certo. Independente da gravidade e do tratamento necessário. O prognóstico da Laringomalácia é muito bom na grande maioria dos casos. Faça a avaliação, o acompanhamento médico, siga o tratamento proposto, curta o seu filho: tudo ficará bem!!! Sei que parece muito cliché mas eu realmente acredito em cada palavra do que eu falo para vocês. E aqui está o motivo: eu vi isso tudo acontecer! Hoje eu tenho esse gatinho lindo, sapeca e arteiro que nos encanta e nos apaixona todos os dias. Nós realmente hoje vivemos muito bem com a Laringomalácia. E, todos os dias , conheço mais famílias que estão vivendo também. Então, você que está aí, naquele dia desanimado, naquele momento triste, confuso e cansado pode botar fé porque você também vai conseguir. E estaremos aqui com você a cada passo do caminho. Vamos comemorar cada momento, cada melhora e passar pela angústia desses dias ruins juntos também. Tenho muito orgulho dos nossos bebês, de suas mamães e papais. Tenham a certeza de que cada um de vocês me inspira (muito) todos os dias 💗 Obrigada por fazerem parte das nossas vidas.
Criei esse canal para postar mais vídeos relacionados a Laringomalácia e tutoriais. Mesmo sendo (muito) amadora na arte dos vídeos, vou compensar com muito empenho e prometo que todos os pedidos serão atendidos com muito carinho 💕 😍
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Entrando na vibe dos tutoriais, vou deixar aqui um vídeo que eu fiz pra uma das meninas lá do grupo mostrando como fazer a limpeza nasal do bebê. Você já deve ter ouvido do seu médico pediatra/otorrino, lido na internet, conversado com a vizinha sobre o quanto é importante uma boa higiene nasal pro bebê. Quando a criança tem Laringomalácia, ela se torna um grande diferencial. A limpeza nasal é um hábito simples e eficaz que ajuda a prevenir muitas complicações. Não esqueça que os bebês até os seis meses respiram apenas pelo nariz. Então é fundamental que a gente tenha um cuidado legal com a higiene do narizinho para que eles respirem tranquilos 😀 Aqui nosso check list é simples: uma seringa com embolo de borracha, soro fisiológico e um aspirador nasal (desses que você aspira com a sua boca). Acrescente um pouco de paciência, muito carinho e um nenê entupido 😍
Dicas:
♡ O bebê deve estar na posição sentada ou o mais próximo disso possível - a ideia é que secreção possa sair 😤😉
♡ A seringa com embolo de borracha garante maior controle na hora de colocar o soro, evitando trancos no momento da aplicação.
♡Após aberto, o soro fisiológico deve ser mantido fechado em lugar seco e limpo por no máximo 07 dias. Não use soro gelado diretamente no nariz do bebê 😕
♡O aspirador nasal que eu uso é desses que a gente suga o bebê com a nossa boca (o que nos da controle total da intensidade da sucção). Na minha opinião esse tipo é muito mais efetivo e muito mais suave de usar no bebê comparado as "perinhas". Ah e os modelos que você encontra nas farmácias não oferecem risco de contato da secreção com a sua boca. Lave-o após cada uso e deixe secar bem antes de guardar.
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
Essa semana a primeira abelhinha Helen saiu das telas e ganhou vida aqui em casa. 90% vontade e 10% habilidade. Foi um momento mágico ver o Dudu com ela nas mãos. Um filme passou na minha cabeça.
Desde que comecei esse projeto, quase todos os dias eu encontro alguém está começando no universo da Laringomalácia. Alguém que está perdido, preocupado, confuso e assustado.
Quase todos os dias eu vejo relatos de pessoas que dormem agarradas nos seus bebês, que se sentem mal com os outros perguntando o tempo todo o que tem de errado com eles, que estão tristes e que sentem medo.
São pais que amam muito os seus filhos e estão dispostos a tudo para vê-los cada dia melhor. Pais que, apesar de estarem se adaptando a tudo isso, são generosos, compartilham suas experiências e dão seu apoio aos outros pais. Pais que são pessoas incríveis! Quase todos os dias são eles que me inspiraram a querer mais e ser cada vez melhor.
A única palavra que vem na minha mente quando eu penso em tudo que estamos vivendo juntos é obrigada: muito obrigada por fazerem parte das nossas vidas.
Eu garanto a todos vocês que, assim como a abelhinha Helen, tudo isso é real. Eu acredito em 100% do que eu falo em cada depoimento, post, mensagem, áudio e comentário. Eu realmente amo tudo sobre as nossas famílias e sobre nosso projeto.
Independente do quão difícil possa parecer a sua jornada, ela será a nossa jornada e você não vai enfrentá-la sozinho. A dificuldade pode bater quantas vezes quiser na porta. Ela sempre encontrará muito amor e dedicação para lidar com tudo que for preciso.
Estamos aqui com você: de corpo, alma, abelhinha e coração. A minha felicidade depende da sua. Você não está sozinho! 💕💕
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.
Nesses últimos dias, nos nossos grupos, conversarmos sobre coisas que são meio confusas no universo da Laringomalácia. Então sejam muito bem vindos ao resumão das perguntas da semana 👶👩👨👧👦
Qual a relação do refluxo com a Laringomalácia?! Por que falam tanto dessa associação? Como podemos, ver na ilustração abaixo, a laringe e o esôfago são vizinhos muito próximos. Pensando nisso faz muito sentido que o que aconteça num tenha impacto no outro.
Bebês com Laringomalácia, muitas vezes, fazem certo esforço na respiração e isso pode estimular o refluxo. Muitos bebês pequenos tem um certo grau de refluxo fisiológico, do tipo que não é considerado uma patologia. A irritação no esôfago acaba deixando a laringe mais sensível e, consequentemente, piorando os sintomas da Laringomalácia. Por isso pode ser bem comum que uma coisa leve a outra. O tratamento do refluxo é considerado um dos tratamentos de primeira linha em crianças com Laringomalácia. Essa possibilidade tem que ser avaliada pelo seu especialista. Somente o médico tem condições de prescrever medicamentos para o seu bebê.
NUNCA medique seu filho por conta própria só porque ouviu falar, leu na internet ou a amiga do vizinho disse que pode ser bom. Medicação é só com o médico. Sem exceções!
Quais as opções de tratamento para Laringomalácia?
A Laringomalácia geralmente tem um prognóstico muito bom. A maior parte dos casos se resolverá espontaneamente sem que seja necessária intervenção cirúrgica. Quando existe a suspeita de Laringomalácia, o o bebê deve ser avaliado por um otorrinolaringologista pediatra que seja especialista nessa questão. Ele que terá condições de, através da do exame clínico e do exame de vídeo, confirmar o diagnóstico e determinar o que deve ser feito. Na ausência dos sinais de gravidade, o médico faz o acompanhamento do bebê e observa o desenvolvimento da criança. Também é possível que ele proponha um tratamento para refluxo visando a melhora dos sintomas da Laringomalácia. Apenas nos casos graves (menos de 10%) a cirurgia será indicada. A cirurgia é o tratamento de escolha quando o médico constatar que a condição do seu bebê é grave ou quando existir outro problema associado. Os sinais de gravidade incluem dificuldade para se alimentar, engasgos importantes, apneias, quedas de saturação, cianose e dificuldades no ganho de peso.
É muito importante passar pela avaliação do especialista. Ele é a pessoa que vai determinar o que é mais indicado para o caso do seu bebê 👶💛
Quando meu bebê ficará curado? Você já deve ter ouvido falar que até os dois anos tudo ficará bem. Mas temos que ter em mente que a medicina não é uma ciência exata. Significa que isso não é uma promessa e sim uma estimativa de quando os sintomas e o estridor vão passar na maior parte das crianças. Até lá é bem provável a Laringomalácia do seu filho já esteja mais do que controlada. Até os dois anos é apenas uma perspectiva de quando a Laringomalácia se resolverá por completo. Seu bebê provavelmente terá alta do seu otorrino bem antes disso. A gente se atrapalha as vezes porque esquece que a Laringomalácia não é uma doença adquirida. É uma condição daquela criança. Portanto, a cura está diretamente relacionada com o seu desenvolvimento. Esse é o ritmo que determina quando isso vai acontecer. E ele é extremamente variável de criança para criança. Então, assim como os sintomas podem sumir bem antes dos dois anos, eles podem passar disso sem que signifique necessariamente que algo está errado. Faça o acompanhamento com o seu médico, siga as recomendações, faça os tratamentos, observe seu bebê e de tempo ao tempo. Paciência é uma virtude - pelo menos é o que dizem por aí 😅😁😋 E não esqueça também que cada caso é um caso e que maiores detalhes sobre o seu bebê você deve conversar sempre com o seu médico assistente 😉😊
Todo conteúdo que disponibilizamos é meramente informativo. O diagnóstico e a condução do tratamento só devem ser feitos pelo seu médico. Textos e comentários não substituem a consulta médica. Cada caso é um caso e requer atenção médica individualizada. Se você acha que o bebê está com problemas para respirar, chame o SAMU ou procure o pronto atendimento.